As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O futuro do Palmeiras

Luiz Prosperi

08 de dezembro de 2014 | 09h11

O Palmeiras não tem tempo a perder nem direito de errar. Tem de tomar providências urgentes já a partir desta segunda-feira de alívio e reflexões no clube. As cartas e as necessidades de 2015 estão à mesa do presidente reeleito Paulo Nobre. E o primeiro passo é definitivo: abrir a planilha do computador, analisar os números da receita da próxima temporada e correr para montar um time vencedor.

Nobre não tem mais desculpas. No balanço da sua gestão no primeiro mandato, disse que não teve nem 25% da receita do clube para investir. Na próxima temporada, esse número vai superar a casa dos 80%. O que isso significa? Resposta: dinheiro em caixa.

Assim, numa conta preliminar e sem dados oficiais, a receita do clube deve superar fácil a casa dos R$ 100 milhões/ano. Vamos aos números:

Receita com o Allianz Parque: R$ 30 milhões limpinhos, segundo cálculos dos responsáveis pela arena e analistas de mercado.

Receita de material esportivo: R$ 19 milhões/ano de um novo contrato com a fornecedora Adidas.

Receita de patrocínio master: R$ 25 milhões/ano – clube já tem certidões negativas da Receita Federal e pronto para atrair investidores no mercado.

Direitos de televisão: R$ 70 milhões/ano – do contrato assinado com a Globo no prazo de quatro anos (2012-2015). Com o Allianz Parque e uma aproximação maior com a Globo seria viável aumentar a cota para R$ 100 milhões em 2016.

Total da receita pode chegar a R$ 144 milhões, conta essa sem os dados oficiais e também outras fontes de arrecadação. Bom lembrar que o clube deve R$ 135 milhões ao presidente Paulo Nobre e, de acordo com o que foi aprovado no Conselho do Palmeiras, a dívida começa a ser abatida a partir de maio de 2015 com a retirada de 10% do lucro anual do clube. Conta essa que não comprometeria a receita do clube na hora de investir em reforços e montagem do time.

Nobre sabe que tem de reinventar o Palmeiras e por isso prometeu aos sócios e torcedores um time para brigar por títulos. Os nomes já estão na sua planilha do computador.

Gerente de futebol: sai José Carlos Brunoro, entra Alexandre Mattos, mentor do Cruzeiro bicampeão brasileiro. Mattos se acertou com Nobre, mas pode ficar no clube mineiro tocado pela emoção quando foi se despedir dos jogadores neste domingo antes do jogo com o Fluminense.

Novo técnico: sai Dorival Júnior. Quem vem? Estão na praça Mano Menezes, Abel Braga e Tite. Lá fora, Cuca. Cabe ao presidente, a melhor escolha. Cuca foi jogador do Palmeiras no início dos anos de 1990 e, de estilo vibrante, poderia raspar o mofo que toma conta do Palestra.

Jogadores: Fred, Rafael Sóbis e Jean, todos do Fluminense, estão quase na praça. Arouca, do Santos, tem um pé fora da Vila. Réver anda meio encostado no Atlético-MG. O atacante Erik  e o volante Thiago Mendes, os dois do Goiás, têm lugar em qualquer time do Brasil.

Base: já forneceu João Pedro, Nathan, Victor Luis, Gabriel Dias, Renato – que podem ser bons coadjuvantes em 2015 – e vem aí Gabriel Fernando, 17 anos, um diamante, dizem os especialistas, a ser lapidado (fez 35 gols em 20 jogos no Paulista Sub-17).

A  palavra está com Paulo Nobre.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.