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O Palmeiras não vai ser rebaixado

A crise do Palestra Itália é de identidade a duas semanas do seu centenário

Luiz Prosperi

12 de agosto de 2014 | 13h08

“O Palmeiras não vai cair”, disse José Carlos Brunoro, após o empate com o Bahia no Pacaembu. “Fora Brunoro”, pede a maior torcida organizada do clube, torcida esta que tem a violência no seu DNA. Paulo Nobre, presidente do Palestra, por enquanto não abre a boca. Bom lembrar que a sociedade esportiva que Nobre preside vai completar cem anos daqui a 14 dias.

Entre frases de efeito e o silêncio presidencial é preciso entender como o Palmeiras chegou nessa situação de quase penúria. É difícil também encontrar uma explicação para tamanho descrédito. Sem entrar nos detalhes, a impressão que fica é a de um círculo vicioso de autoflagelo.A crise é de entidade.

Vamos olhar a gestão de Paulo Nobre. Sua proposta de profissionalização do clube era uma luz na escuridão. Havia a expectativa de que o Palestra entraria no eixo. Seria saneado e teria os frutos para saborear no máximo em dois a três anos.

Diante do silêncio de Nobre e de seus assessores pouco se sabe o que foi feito no clube para sair das trevas. Nobre nem mesmo vem a público contestar a sua condição de fiador de cerca de R$ 100 milhões investidos no Palmeiras. Deixa a informação ganhar as redes sociais e mídia em geral.

Sem explicações do presidente e a falta absoluta de uma política de promoção do clube não se sabe ainda o que vai ser feito para celebrar a data histórica dos cem anos.

O suposto descaso do presidente para apontar os rumos do clube evidente reflete dentro de campo. A tacada, por exemplo, de investir em um técnico argentino, que não era unanimidade nem mesmo no seu país, no momento de turbulência do Palestra se mostrou equivocada. Daí o flerte forte com a zona do rebaixamento no Brasileirão.

A política de contratações também não deu resultado. Entre entradas e saídas, Henrique, Alan Kardec, Barcos, entre outros menos cotados, se mandaram. E Diego Souza, que estava com um pé no Palestra, vai para o Sport. Ronaldinho Gaúcho é caro. Então Gareca que se vire com Felipe Menezes.

Nem com muita reza se faz um milagre. Mas vem aí Valdivia no clássico contra o São Paulo neste domingo. Então… “o Palmeiras não vai cair”.

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