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Os pecados de Mano Menezes no Corinthians

Treinador errou na formação do elenco ao permitir, por exemplo, a troca de Alexandre Pato por Jadson, e também na estratégia de jogo no Paulista, Copa do Brasil e Brasileirão

Luiz Prosperi

16 de outubro de 2014 | 16h45

Mano Menezes não faz um bom trabalho no comando do Corinthians. Desde que chegou ao clube, em janeiro, tem cometido um erro atrás do outro. Seus equívocos aparecem nas opções para formação do elenco até na escolha do esquema de jogo nas três competições da temporada – Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Brasileirão.

Enumeramos aqui seus pecados, sem entrar no mérito das decisões motivadas ou não por pressão interna da alta chefia do clube.

Formação do elenco:

1) Errou ao permitir a troca de Alexandre Pato por Jadson. Deveria pensar primeiro na recuperação de Pato, ganhar a confiança do atacante. Dizer que, com ele no comando, o ataque do Corinthians seria Pato e Guerrero. Mano convocou Pato para a seleção brasileira e tinha todas as condições de resgatar o futebol do atacante. Preferiu apostar em Jadson, hoje um terceiro reserva do time.

2) Sugeriu a contratação de Lodeiro e quase não utiliza o meia.

3) Sabia que a qualquer momento perderia Kleber. E não pensou em um reserva imediato. Quando Kleber foi negociado, teve de recorrer às pressas a Anderson Martins, que estava um longo período sem jogar. Não há reservas para a zaga.

4) No ataque, não cobrou a contratação de um goleador de ofício com a saída de Pato. Se limitou a Guerrero, Romero, Malcon (promovido da base) e Luciano, jogadores que, com exceção do peruano, seriam reservas em qualquer time. E ainda perdeu Romarinho.

Sem prioridade nas competições:

1) Tratou o Campeonato Paulista como uma pré-temporada de luxo. Pagou caro com a queda na primeira fase. Um vexame histórico. Como isso rebaixou o moral do grupo e o seu próprio. Um abalo psicológico e tanto.

2) Não teve uma posição clara em defesa de seus jogadores quando o CT do Corinthians foi invadido por facções organizadas, após a goleada (5 a 1) para o Santos. Nem cobrou uma ação mais dura por parte dos dirigentes, em especial do presidente Mario Gobbi.

Estratégia de jogo:

1) No Brasileirão, não conseguiu entender como os chamados pequenos atuam dentro de fora de casa. Deixou de se impor contra os times que estão na parte baixa da tabela e sofreu derrotas humilhantes.

2) Na Copa do Brasil, passou por times sem tradição e no primeiro embate contra um grande, no caso o Atlético-MG, caiu de quatro no Mineirão. Neste jogo, abdicou de se defender para encarar o rival de peito aberto quando deveria jogar fechado.

Mano não é o único culpado pelo fracasso até aqui do Corinthians.  Mas é um dos principais responsáveis pelas derrotas.

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