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Palmeiras e a torturante Série B

Luiz Prosperi

02 de outubro de 2013 | 18h23

Palmeiras e Série B não combinam. Não há a menor cumplicidade. É como se um gigante num passe de mágica virasse um anão. A diferença do time para os outros 19 concorrentes é gritante. Daí a sequência de jogos irritantes em que a maioria dos adversários vive a caçar os jogadores do Palmeiras com requintes de selvageria.

O que se viu nesta terça-feira à noite em Rio Preto, na vitória diante do fraco Oeste, serve como retrato fiel do tempo que o Palmeiras está perdendo nesta Série B. Campo ruim, gramado remendado e desnivelado, arbitragem covarde, provocações sem propósito e entradas dignas de leões famintos em busca de carne vermelha tomaram conta do jogo. Valdivia é uma das presas favoritas.

Superiores na maioria dos jogos, os atletas do Alviverde ainda se deixam cair nas intimidações dos adversários. Apanham e partem para o revide, sem o menor sentido. Não por acaso, o time é um dos recordistas em expulsões e advertências com o amarelinho.

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, e o diretor executivo José Carlos Brunoro não reagem. Em nenhum momento os dois contestaram as absurdas arbitragens e foram à CBF ou ao STJD pedir por afastamento de árbitros medíocres. Enfim, exigir respeito.

Gilson Kleina, com sua eterna cara de que nada está acontecendo ao seu redor, costuma repetir que Série B é assim mesmo, que os adversários fazem de tudo para vencer o Palmeiras, que é o momento deles e por aí vai o discurso vazio de sempre. Não brada, nem se impõe. E logo vai ser uma página virada no Palestra Itália, com uma nota de rodapé.

O Palmeiras conta os minutos para voltar à Série A. O tempo perdido na Série B já deixou uma cicatriz, a marca de que um grande não pode nunca se apequenar.

PARA LEMBRAR

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