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Palmeiras erra, de novo, ao insistir com Kleina

Luiz Prosperi

31 de março de 2014 | 15h36

O Palmeiras era o favorito ao título do Campeonato Paulista, desde que estivesse com todos seus principais jogadores inteiros – Fernando Prass, Alan Kardec, Valdivia, Lucio e Weslwy. Desses cinco, três ficaram fora de combate diante do Ituano. E, sem eles, Gilson Kleina teria de mostrar a que veio.

Kleina, porém, sucumbiu. Nos momentos difíceis de um jogo decisivo é que o treinador tem de fazer a diferença. Levar o time em céu de brigadeiro ao longo do campeonato não é uma tarefa das mais difíceis. A encrenca é resolver a questão na hora da decisão.

Contra o Ituano, quando perdeu Kardec e Prass, Kleina também se perdeu. Desesperado, se socorreu a Valdivia, que não tinha a menor condição de jogar. “Mas, ele se colocou à disposição. Encostou em mim, disse que queria ajudar, estava do meu lado…” Kleina se deixou levar pelo lado emocional ao se render aos apelos de Valdivia. Se tivesse um pouquinho de autoridade teria mandado Valdivia para as tribunas. E pensaria numa fórmula para fazer o Palmeiras ser grande sem o chileno.

Não fez nada disso e ainda teve de lançar Valdivia ao leões quando o pânico já estava instalado no Pacaembu. Pior, em vez tirar Mendieta para o chileno entrar, deveria ter sacado Bruno Cesar, caindo pelas tabelas e músculos em frangalhos. Com Valdivia baleado, alguém deveria correr por ele para receber as bolas pelos flancos. E quem foi encarregado dessa missão? Bruno Cesar. Na primeira bola que Valdivia meteu para Bruno, os músculos cobraram a conta. Kleina perdeu de uma vez Bruno Cesar e Valdivia.

Treinador competente não costuma errar duas tacadas ao mesmo tempo. Kleina errou. E também deve ser depositado na sua conta os pedidos de contratação de Wendel, que era do Palmeiras e estava na Ponte Preta, Josimar, ex-Ponte que estava no Inter, Thiago Alves… A insistência com Juninho. Aliás, Juninho e Wendel, quando pressionados, tremem como vara verde.

Kleina não salvou o Palmeiras da queda para Série B em 2012. Não levou o Palmeiras à semifinal do Paulistão de 2013 e à final de 2014. Caiu na Sul-Americana, Copa do Brasil e Libertadores.  E vai continuar em queda livre.

Não foi demitido depois do sacode de 6 a 2 para o Mirassol, nem com a eliminação na Copa do Brasil diante do Atlético-PR, mesmo com a vantagem de jogar pelo empate – na época, o presidente Paulo Nobre espumou de raiva.

A torcida, tendo como base as manifestações nas redes sociais nesta segunda-feira, já não engole mais as explicações e argumentos de Paulo Nobre para não demitir Gilson Kleina. Enquanto isso, Tite, Vanderlei Luxemburgo…

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