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Palmeiras favorito contra o Santos

Alviverde tem mais repertório que o Alvinegro na decisão do Paulistão

Luiz Prosperi

19 de abril de 2015 | 23h25

Eliminar o Corinthians dentro de sua fortaleza não é para qualquer um. O Palmeiras conseguiu essa proeza e com autoridade ao garantir a vaga à final do Campeonato Paulista na disputa dos pênaltis – 2 a 2 no tempo normal. Uma conquista que teve muito da ousadia de Oswaldo de Oliveira ao reinventar o time no segundo tempo, com troca de laterais por atacantes e meias, e um realinhamento tático corajoso. Com as mudanças, amassou o Corinthians.

Deste clássico ainda se pode comprovar que o super time de Tite não tem nada de extraordinário. Quando virou o jogo para 2 a 1, Tite mandou, mais uma vez, todo mundo recuar. Vendeu a ilusão de que o Corinthians é intransponível nas linhas defensivas. A estratégia do treinador, muito badalado neste início de temporada, não funcionou. Sobrou autoconfiança e faltou audácia. Não se vence um grande jogando apenas para se defender.

No outro clássico, o São Paulo não existiu. Foi presa fácil para o Santos, que gravita muito na órbita de Robinho, Lucas Lima e Geuvânio, sempre à procura da finalização do veterano Ricardo Oliveira. O Tricolor deixou claro que é um time sem alma. Falta sangue nas veias de seus jogadores. E, pior, completamente desfigurado do ponto de vista tático.

Provou também que Milton Cruz não tem cacife para levar esse time às grandes conquistas. Seu papel é mesmo ser um eterno interino. Ele pode entender de futebol, mas não tem a sabedoria dos grandes técnicos.

Chegamos assim à final do Paulistão entre Palmeiras e Santos. De olho no repertório de cada time, nas peças de reposição da engrenagen e na condição física dos principais jogadores, é possível dar ao Palmeiras o status de favorito ao título, apesar de a decisão ser na casa santista. Sem falar ainda que Oswaldo de Oliveira tem mais estofo e currículo que Marcelo Fernandes, até pouco tempo um interino, um aprendiz.

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