As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Palmeiras não vai a lugar nenhum

Luiz Prosperi

27 de abril de 2013 | 21h39

Sangue na veia não ganha campeonato. Ajuda, anima a torcida, empolga os jogadores e encanta os dirigentes. Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, se acostumou em pouco tempo a enaltecer o time de Gilson Kleina. Repete, sempre que chamado a falar da equipe, o espírito de entrega e dedicação dos atletas.

Tudo isso é muito interessante e tem seu valor, mas não sobra nada quando os resultados não aparecem. Difícil convencer agora que esse Palmeiras, eliminado pelo Santos neste sábado nas quartas de final do Paulistão, vai ter vida longa.

De nada adianta suar a camisa, se jogar na grama como um leão faminto, se não jogar bola. Futebol é muito mais que sangue na veia. É preciso equilíbrio entre os jogadores. É preciso técnica e soluções para os problemas imediatos dentro de campo. Não se ganha um jogo no grito.

Até enfrentar o Santos neste sábado na Vila, o Palmeiras vivia a ilusão de que poderia ir longe. Bastou um desafio a mais para a casa cair. E olha que Neymar nem estava nos seus melhores dias.

Quando o treinador precisa mostrar serviço, como diante do time santista, Gilson Kleina também se perde. Ele tem boa vontade, mas demora para ler o jogo. Paulo Nobre tem de rever seus conceitos. O Palmeiras, como está, não dobra a esquina da Libertadores – com ou sem sangue na veia.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.