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Palmeiras pequeno

Luiz Prosperi

28 de setembro de 2010 | 13h07

No melhor momento do time no Brasileirão, quando se espera uma sequência de bons resultados, os dirigentes do Palmeiras assumem a sua insignificância. Coube ao Dom Salvatore Hugo Palaia o ato de misericórdia. Em vez de união, o novo capo fez valer a divisão.

Palaia, alçado ao cargo de presidente com a licença temporária do titular Luiz Gonzaga Belluzzo, acometido de um problema cardíaco, deu uma canetada e dissolveu o comando do futebol do clube na chuvosa noite de segunda-feira. Afastou Gilberto Cipullo, encarregado do departamento há pelo menos quatro anos. Palaia, há tempos, não bica com Cipullo, homem de estreita confiança de Belluzzo. E também mandou para o espaço os diretores Genaro Marinho e Savério Orlando. Pobre, Felipão! Ele nem sabe quem vai gerir o futebol daqui para frente.

Palaia ainda se meteu nos assuntos da Arena Palestra no momento em que o estádio, enfim, estava liberado para as obras. Diz que vai nomear um conselho gestor. O novo presidente tirou proveito da enfermidade de Belluzzo e da inocência dos dirigentes. Quem sabe não foi tudo combinado? “Sou um conciliador, pacificador”, disse Palaia. Chega a ser assustador como o Palmeiras se apequena nos momentos que tem de mostrar grandeza.

Certeza mesmo é que o clube não está preparado para a modernidade. Ainda vive enraizado com as famílias, grupelhos, senhores circunspectos que gostam de usar óculos escuros em noites de estrelas.

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