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Palmeiras precisa de Valdivia, urgente

Chileno pode dar um toque de classe ao novo Alviverde

Luiz Prosperi

30 de março de 2015 | 17h53

Valdivia faz falta ao Palmeiras. Não é de hoje. Nem entra aqui essa história de custo e benefício. A questão é o talento. Todos os times precisam de um jogador acima da média, nem que for um degrau a mais.

A ausência do chileno também não tem ligação direta com a derrota diante do Red Bull, após a boa vitória no clássico contra o São Paulo na quarta-feira. Não é pelo tropeço no jogo em Campinas. E sim na composição do time.

O Palmeiras de hoje tem um punhado de abnegados, transportadores de tijolos e areia, mas nenhum especialista na massa fina na hora de erguer a casa. Valdivia não é um craque absoluto, mas entende da engenharia de um jogo de futebol. Sabe dar ritmo, chamar a responsabilidade e, quando não exagera, até tirar o adversário do sério.

Se os seus músculos não respondem ao cérebro, se pesa o tempo de recuperação das inúmeras lesões, se o alto salário é um empecilho, então é melhor nem contar com Valdivia. A discussão aqui não é esta. É técnica.

Um time colecionador de taças precisa de um jogador diferente, aquele visado pelo adversário dentro e fora de campo. Capaz de provocar dor de cabeça no treinador do rival e preocupar o torcedor do inimigo na arquibancada.

Olhando esse Palmeiras montado por Alexandre Mattos nota-se um time competitivo, de futuro promissor. Falta ainda um anarquista, alguém a perturbar o oponente. Dentro desse cenário, o único com mentalidade e bola para arrumar uma fuzarca é Valdivia.

Paulo Nobre e Mattos deveriam prestar atenção nesse detalhe. Não se ganha títulos só com gente certinha. É preciso um gênio, mesmo que não seja um iluminado.

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