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Palmeiras se iludiu com Gilson Kleina

Luiz Prosperi

29 de agosto de 2013 | 12h36

O presidente Paulo Nobre se iludiu com Gilson Kleina. José Carlos Brunoro, braço direito de Nobre, também. Os dois enxergaram em Kleina um arremedo de Vanderlei Luxemburgo quando este treinador desembarcou no Palmeiras em 1993. Naqueles tempos, Luxemburgo era uma boa novidade e entendia como poucos de futebol e na formação de um bom elenco e, por tabela, um grande time.

Luxemburgo tinha no currículo o título de campeão paulista no comando do modesto Bragantino, um clube sem estrutura e dependente do clã dos Chedid, família de muita plumagem na cartolagem brasileira.

Brunoro apostou as fichas da Parmalat em Luxemburgo e se deu bem. Naqueles tempos de fartura, Paulo Nobre era um jovem saindo da adolescência e um fanático das arquibancadas em nome do Palmeiras.

Vinte anos depois, Brunoro e Nobre formaram uma parceria imaginando que a história, com a devida ressalva, poderia se repetir. Então resolveram adotar Kleina, contratado por Arnaldo Tirone, para comandar a nau alviverde. O currículo de Kleina era inexpressivo. Vinha de uma boa campanha pela Ponte Preta na Série B e ponto final.

Kleina não fez o Palmeiras jogar no Paulistão, deu um sopro de de vida na Libertadores até ser eliminado pelo Tiujana (quem?) e entrou na Série B, sempre respaldado por Brunoro e Nobre de que a Segundona era a prioridade do Palmeiras.

Com Valdivia em forma, o time de Kleina sobrou na Série B. Aí apareceu a Copa do Brasil no meio do caminho. Brunoro e Nobre sonharam com moderação, se é que um sonho pode ser moderado, de que o Palmeiras poderia ir um pouco mais longe nesta competição. A derrota para o Atlético-PR nesta quarta-feira pulverizou o sonho.

Indignado com a forma como o time foi varrido pelo Furacão, Nobre percebeu, enfim, que Kleina não tem estofo para ser o comandante do time em 2014. Na Série B, tudo bem. Na Série A, o mundo é outro.

Kleina, sem Valdivia, não faz o Palmeiras jogar. Sem Valdivia, o homem de referência de Kleina é Márcio Araújo. Não por acaso as redes sociais desta quinta-feira se entupiram com #Fora Kleina.

Quem abraça jogadores como Márcio Araújo não costuma ir longe. Naqueles tempos de Luxemburgo, o volante do Palmeiras era Cesar Sampaio.

PARA LEMBRAR

 

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