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Palmeiras tem medo de Gabriel Jesus

Luiz Prosperi

24 de fevereiro de 2015 | 17h05

Gabriel Jesus ainda não sabe quando vai estrear no time profissional do Palmeiras. O receio de lançar o garoto aos leões é a velha ladainha de que ele não está pronto para encarar os marmanjos. Poderia ser “queimado”. Balela.

Gente graúda dentro do clube tem medo de expor Gabriel Jesus com receio de chamar atenção dos gigantes da Europa. Gigantes dispostos a pagar a multa contratual, cerca de R$ 30 milhões (a bagatela de 10 milhões de euros), para levar o menino embora. Uma pechincha aos europeus. Seria como tirar o pão da boca da torcida.

A encrenca é que há muito tempo o Palmeiras não tem na base uma promessa tão especial como esse garoto. Só para ter uma base do que ele é capaz, basta olhar os seus números: de 2012 a este início de 2015, Gabriel Jesus disputou 35 jogos nos times de base do Palmeiras e anotou impressionantes 97 gols – média de 2,7 gols por jogo – em competições oficiais.

“É um jogador diferenciado”, diz Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras. Se Mattos atesta que o menino é mesmo um fenômeno, então por que o garoto não joga?

Outros clubes brasileiros não têm esse pudor do Palmeiras. Neymar estreou aos 17 anos no Santos e subiu como um foguete. Continua subindo até hoje. Neymar foi lançado em uma rodada do Campeonato Paulista. Aliás, Paulista, Mineiro, Carioca e outros estaduais servem para experiências, lançar gente nova.

No caso da estreia de  Gabriel Jesus, a palavra está com Oswaldo de Oliveira. É certo que a ordem final tem de vir do presidente Paulo Nobre. Há pouco mais de um mês, Nobre renovou o contrato de Gabriel até 2019. O clube tinha 80% dos direitos do garoto. Ficou apenas  com 30% e deu 70% aos agentes e família do menino.

Destaque nos treinos, Gabriel Jesus tem feito uma penca de gols no meio das cobras criadas. A joia, como a torcida palmeirense gosta de chamar o jovem atacante, só quer jogar bola.

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