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Palmeiras volta a ser pequeno

Luiz Prosperi

13 de setembro de 2012 | 17h56

O Palmeiras voltou a ser pequeno ao perder Luiz Felipe Scolari. O treinador pediu as contas depois da 14.ª derrota no Campeonato Brasileiro. Sem Felipão, o clube corre atrás de um técnico sem expressão para tocar o grande projeto de 2013: a Libertadores e a inauguração da Arena Palestra.

Segundo comunicado oficial do Palmeiras, a decisão foi de comum acordo entre Felipão e os dirigentes. Tirone não bancou o treinador. Isso mostra o quanto o presidente está frágil. Aliás, Tirone não está preocupado com o destino do time no Brasileirão.

Tudo que Tirone mais quer é garantir sua reeleição para reinar por mais dois anos e assim comandar o clube no centenário (2014), cortar a fita da inauguração do novo estádio e, sonho quase impossível, ser campeão da Libertadores. Por isso aceitou a pressão dos conselheiros e serviu a cabeça de Felipão na bandeja.

Os outros “corleones” do Palmeiras também querem governar o clube no próximo biênio. A briga política continua intensa. Os jogadores, de pouca personalidade, sentem o efeito da guerra sem fim pelo poder.

Felipão sai, assim como saíram Vanderlei Luxemburgo (2009) e Muricy Ramalho (2010). Em pouco mais de três anos, o Palmeiras mandou embora três técnicos de ponta do futebol brasileiro.

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