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Palmeiras x Corinthians vira uma bomba

Luiz Prosperi

06 de fevereiro de 2015 | 18h08

Diante da decisão da 10.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo nesta tarde de sexta-feira, o clássico Palmeiras e Corinthians vai mesmo ser disputado com torcida única. Na prática, a Justiça não atendeu a um apelo do Corinthians e devolveu  à Federação Paulista de Futebol o direito de decidir se a partida será com apenas uma torcida.

Essa decisão, reforça o plano das organizadas do Corinthians de boicotar o clássico. Eles incendiaram as redes sociais convocando seu pares a bloquear a saída do ônibus do Corinthians da concentração no CT do clube – ali no Parque Ecológico à beira do Rodovia Ayrton Senna.

Não será surpresa se legiões das facções ocuparem o território, montando barricadas e estratégias de guerrilha para impedir que o ônibus chegue até o estádio do Palmeiras.  O lema está na hashtag:  #SemTorcidaSemCorinthians.  Traduzindo: se a torcida não pode ir ao estádio, então o Corinthians não pode entrar em campo.

O pavio está aceso. A explosão depende do tamanho do rastilho de pólvora que as autoridades da Federação Paulista, Ministério Público, Polícia Militar e dirigentes dos clubes armaram.

Pode complicar ainda mais com a ameaça por parte do Corinthians de não jogar o clássico.

É isso, trataram a segurança de um jogo de futebol como se fosse um holofote a iluminar seus nomes e não perceberam a dimensão do estrago que poderiam provocar.

Não se resolve a violência no futebol do dia para a noite. Nem mesmo com todos os spots acesos para captar o brilho dos ternos das autoridades e a força das fardas. Quando a luz apagar, o sangue pode escorrer.

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