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Papelão de Neymar

Luiz Prosperi

16 de setembro de 2010 | 00h45

Os paulistas voltaram a respirar no Brasileirão. O Corinthians mostrou no Rio que é candidato ao título. Venceu com autoridade o Fluminense no Engenhão, chegou aos 41 pontos, mesmo número do clube carioca, e ainda com um jogo a menos.Se não desviar o rumo, belisca a taça.

Na Vila Belmiro, Neymar fez um papelão na vitória contra o Atlético-GO. Xingou Dorival Júnior, desprezou seus companheiros. Atitude de quem se acha acima do bem e do mal. “Estão criando um monstro”, disse o tarimbado René Simões, técnico de gabarito que está no comando do Atlético-GO.

René colocou o dedo na ferida. Diz que se não educarem Neymar, o garoto vai se perder no meio do caminho. Passou da hora de o presidente do Santos dar um jeito no garoto que olha no espelho e vê um mito refletido. Ser bom de bola é uma coisa, se achar Deus é outra bem difrente. A palavra está com o comando do Santos.

Neymar pode acabar mais cedo do que se imagina. Não se fabricam mitos. Um mito brota na natureza e se consolida com a força de sua personalidade. Não precisa de um projeto, de um condutor. O mito é dono do seu destino. E o Santos está errando com Neymar.

No Sul, o Palmeiras renasceu. Da comunhão dos gaúchos, bem ao estilo de Felipão e suas origens, arrancou uma vitória diante do Grêmio, que vinha subindo na tabela. É um caminho que se apresenta ao Palestra.

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