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Pato exige respeito no São Paulo

Atacante, enfim, fala grosso e diz que não aceita ser reserva

Luiz Prosperi

10 de maio de 2015 | 21h54

Pato mandou um recado duro para Milton Cruz insistindo que não vai mais aceitar ser reserva deste time do São Paulo. Bateu forte após mudar a história do jogo contra o Flamengo, neste domingo, no Morumbi. Pato tem razão. Não é fácil ser apenas uma opção neste Tricolor que começa a respirar sem ajuda dos aparelhos.

Acostumado às frases vazias, declarações de nenhum impacto e ser passivo diante das decisões que tomam a seu respeito, Pato, parece, acordou. Que ele é um jogador de fino trato, não se discute. A dúvida é como enquadrá-lo na cena dos virtuosos.  Cabe aos que gerenciam seu futebol dentro de campo dar a ele a missão dos protagonistas. Não se deixa escondido no banco um atacante do seu valor e prestígio.

Na maioria das vezes, relevam Pato a segundo plano como se no futebol brasileiro houvesse uma fartura de atacantes com faro de gol e técnica suficientes para deitar os goleiros.

Treinador que não enxerga em Pato um atacante acima da média não é do ofício. É muito simples atribuir ao atleta a falta de entrega, de força de vontade. Difícil é fazer ele jogar bola em cima do seu talento. Dizer que Pato não serve, até o mais descrente do futebol pode dizer. Quem recebe, e bem, para montar um time, escolher os jogadores, tem a obrigação de elevar Pato à galeria dos grandes.

Por enquanto, a maioria dos treinadores não conseguiu. A bola está com Milton Cruz. Alexandre Pato pediu passagem.

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