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Paulistão é dos times pequenos

Luiz Prosperi

24 de março de 2014 | 21h08

É difícil entender a lógica do Campeonato Paulista. Os times que fizeram melhor campanha na primeira fase entram no mata-mata com a vantagem apenas do mando de campo. Nem mesmo na parte financeira terão algum benefício. De acordo com o regulamento da Federação Paulista, os mandantes vão dividir a renda com os visitantes. É quase um acinte.

Diz a Federação que a divisão da arrecadação é para compensar o time visitante, uma vez que o clube não terá o segundo jogo para mandar em casa. Nas quartas de final e semi, é bom lembrar, teremos um jogo único para definir os classificados.

Assim, se o Palmeiras levar 30 mil torcedores nesta quinta-feira ao Pacaembu no jogo contra o Bragantino e a renda alcançar R$ 1 milhão, apenas R$ 500 mil vão para os cofres do Palestra. Os outros R$ 500 mil serão depositados na conta do Bragantino, mesmo que nas arquibancadas estejam apenas 1.000 a 500 torcedores simpatizantes do time de Bragança.

Tudo o que o Palmeiras construiu na primeira fase, com a segunda melhor campanha do campeonato, de quase nada serviu. Assim como o Santos e São Paulo que vão mandar seus jogos contra Ponte Preta e Penapolense e dividir com os dois clubes pequenos a renda total dos jogos.

Não é difícil concluir que o Paulistão, na verdade, foi feito para atender aos interesses dos times do Interior. A divisão por grupos na primeira fase também é uma cortesia aos pequenos.

O Corinthians, apesar da campanha medíocre, se classificaria como segundo colocado em todos os outros grupos, menos no seu. Entraria com pontuação acima do Penapolense (2.º colocado do Grupo A), Bragantino (2.º do Grupo D) e empataria em número de pontos com a Ponte Preta, perdendo no critério de desempate (2ª colocada no C).

O pior disso tudo é que o presidente da Federação Paulista de Futebol, senhor Marco Polo Del Nero, já adiantou que em 2015 a fórmula e regulamento do Paulistão não vão mudar, com a bênção dos clubes.

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