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Paulo Nobre erra se não pensar grande o Palmeiras em 2014

Luiz Prosperi

27 de outubro de 2013 | 14h04

Palmeiras e Série B não combinam mais. Nas palavras do presidente Paulo Nobre, ditas neste sábado após o acesso à Série A, essa comunhão não pode se repetir. “Nunca mais quero ver o Palmeiras nesta situação”, disse Nobre.

Se é verdade que o presidente não quer ver o clube enfiado mais uma vez no buraco da Segunda Divisão, que trate de repensar sua estratégia para 2014. Nobre é antes de tudo um palmeirense apaixonado e gostaria muito de ver o time brigando por algo mais nobre, com o perdão do trocadilho, na próxima temporada.

Mas, ao que parece diante de suas declarações, a vida do Palmeiras não vai ser nada fácil ano que vem. Diz o presidente que não vai fazer loucuras, nem tem dinheiro para montar um time forte e investir em um treinador de ponta.

Nobre erra quando fala em 2014 com os pés no chão. Se ele não “quer ver nunca mais o Palmeiras nessa situação”, que trate de montar um timaço e contrate um técnico de nome.

Se insistir com a austeridade, não vai chegar a lugar nenhum. E aqui não cabe afirmar que ele tem de endividar ainda mais o clube. Longe disso. A estratégia é correr atrás de investidores e parceiros sólidos no mercado para remontar um time digno da Academia de Futebol.

Odílio Rodrigues Filho, presidente do Santos, disse a esse blogueiro que nenhum clube no Brasil tem dinheiro ou vida estável. Disse ainda que é preciso atrair investidores para contratar reforços e lamentou a “a paradeira geral” no patrocínio aos clubes no Brasil.

Nobre, assim como Odílio, sabe que não está fácil administrar clubes de futebol no País. Mas é preciso ousar. A começar com um novo treinador. Nos últimos 15 anos, apenas Luxemburgo e Felipão deram um título ao Palmeiras.

Se Paulo Nobre não pensar grande, 2014 vai ser tão difícil como este 2013 que o presidente quer esquecer.

PARA LEMBRAR

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