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Presidentes de clubes de futebol viram caso de polícia

Luiz Prosperi

14 de março de 2014 | 18h52

Presidentes de clubes de futebol do Brasil e da Europa não estão em boa fase. Pior, viraram caso de polícia. Uma encrenca atrás da outra tendo como pano de fundo pilhas e pilhas de dinheiro.

Na Espanha, Sandro Rosell renunciou ao cargo no Barcelona quando não conseguiu explicar o gasto de  90 milhões de euros  (R$ 288 milhões) na contratação de Neymar. Pressionado por seus pares e sob risco de cair na malha da receita federal espanhola, juntou suas coisas e zarpou para Londres.

Coube ao Barça se entender com o Fisco da Espanha – o clube já desembolsou 13,5 milhões de euros (R$ 44 milhões) em impostos que haviam sido negados.

A enrascada em que Rosell se meteu não é muito diferente da situação de Uli Hoeness, presidente do poderoso Bayern de Munique, clube da moda no futebol europeu e exemplo da não menos poderosa Alemanha.

O cidadão foi condenado a três anos e meio de prisão por sonegação fiscal e, sem saída, renunciou ao cargo no Bayern. Sua dívida tributária bateu na casa dos 27,2 milhões de euros (R$ 88,4 milhões). Uli disse que renunciava para não por em risco a imagem do clube.

Quando Barcelona e Bayern de Munique, dois gigantes do futebol europeu, são maculados por atos ilícitos de seus presidentes fica fácil concluir que algo de podre ronda o futebol.

Peixe miúdo nessa vasta teia de negócios sujos no esporte mais popular do mundo, o clube Bahia também foi alvo de malfeitos. Fernando Schmidt, presidente do Bahia, admitiu que oi clube gastou R$ 865 mil para agraciar profissionais da imprensa.

“Nas investigações (da Justiça da Bahia em cima do ex-presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho) se concluiu que foram gastos R$ 865 mil. Isso em passagens aéreas, hospedagens, despesas…despesas como, por exemplo, R$ 16 mil num único jantar com amigos numa churrascaria. Há despesas com gente de empresas de comunicação, mas não apenas: também há aluguel de automóvel com parente, tem os amigos etc. Em relação a radialistas, ao jornalismo esportivo propriamente, há absurdos…”, disse Schmidt ao repórter Bob Fernandes, do Terra Magazine.

E não é só no Bahia. Escândalos envolvendo dirigentes são uma praga no futebol brasileiro também. Por isso não é difícil concluir que, mesmo centenários, os clubes vivem endividados e dirigentes, muitos deles, em tronos de ouro.

Na Europa, aparentemente, a Justiça tem feito a sua parte. Por aqui…

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