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Ronaldinho, pavão embalsamado

Luiz Prosperi

28 de fevereiro de 2012 | 18h59

O primeiro tempo da Seleção Brasileira diante da Bósnia, nesta terça-feira, deixou claro que Ronaldinho Gaúcho não pode ser o centro da órbita do time. A bola caía nos seus pés e saía com efeito, mas sem chegar ao seu destino. Para ser mais claro, passe errado. Ronaldinho também não se aproximou da zona de gol para finalizar ou deixar o companheiro de frente para o goleiro adversário. Um zumbi. Um pavão embalsamado.

Outro problema grave apareceu no setor esquerdo defensivo. O zagueiro David Luiz, o volante Fernandinho e o lateral Marcelo não se conectaram. Por ali, a Bósnia deitou e rolou, sempre em contra-ataques de muito perigo.

Para não falar que tudo foi ruim no primeiro tempo, Hernanes funcionou bem no setor direito ajudando na marcação e aparecendo para finalizar. Neymar fez das suas e só foi parado com as “enxadadas” dos bósnios. E os laterais Daniel Alves e Marcelo também voaram no apoio ao ataque. Marcelo fez um belo gol logo de cara.

No segundo tempo, Mano esperou 15 minutos para trocar o “pavão” por Ganso. Aproveitou e trocou Sandro por Elias e Hernanes por Hulk. A seleção ficou mais insinuante. Ganso andou mais que Ronaldinho, fez a bola girar. Aliás, o meia do Santos deveria ter entrado desde o início do jogo. Lucas também entrou nos 15 minutos finais e deu alento.

No finalzinho do jogo, Hulk bateu forte cruzado e um bósnio desavisado fez o gol contra. Vitória opaca do Brasil por 2 a 1.

Mano deve repensar alguns conceitos. A seleção não jogou bem. Ronaldinho, parece, já era. Kaká precisa voltar para se juntar a Ganso e Neymar.

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