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Ronaldo, o último ídolo

Luiz Prosperi

15 de fevereiro de 2011 | 00h50

Ronaldo sai de cena e o Brasil fica sem um grande ídolo no esporte. Desde 1994, quando Ayrton Senna espatifou sua Williams num paredão e ceifou sua vida em um autódromo italiano, o país verde e amarelo se voltou para Ronaldo. Na época ele ainda era o Ronaldinho dos dentões e um futebol do outro planeta. Entrou no vácuo de Senna para conquistar corações mentes dos brasileiros e milhões mundo afora.

Nessa segunda-feira, dia 14/2, o Fenômeno tirou o time de campo e levou embora nas suas costas o último ídolo. Difícil encontrar outro igual ou algo parecido com Ronaldo. Não há mais um astro a comover as multidões. Senna morreu. Guga foi vencido pelas dores, assim como Ronaldo. Ronaldinho Gaúcho nunca foi unanimidade aqui e lá fora e desfila sua decadência no Flamengo. Robinho, Kaká… e quantos mais? Todos eles não passaram de um rastilho de pólvora. Neymar, com esta cabecinha sem miolo, não parece com plumagem suficiente para grandes voos. Ainda não passa de um embrião de um ídolo.

E com o perdão dos incrédulos, ouso dizer que se Ronaldo não fosse obrigado a passar por três graves cirurgias nos joelhos, com enxertos nos tendões, só perderia na bola para Pelé. Diria que superaria até Diego Maradona. As lesões cortaram pelo menos quatro dos 18 anos de carreira desse extraordinário atacante. Mesmo assim, ele assombrou o mundo. Por isso, a sua retirada dos campos deixa um profundo vazio. O futebol perde, e muito, do seu encanto.

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