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Santos e Velez na final da Libertadores

Luiz Prosperi

20 de maio de 2011 | 01h09

O Cerro não deve oferecer muita resistência ao Santos nas semifinais da Libertadores. Na noite desta quinta-feira, jogando na sua casa lotada em Assunção, o time paraguaio jogou para o gasto contra o debutante Jaguares, do México, e garantiu a classificação.

Trata-se de um time aguerrido, de bom toque de bola e de pouca técnica. Nos seus domínios vai no vapor da torcida, empolgada demais para o tamanho da sua equipe. No campo do adversário, usa a força da marcação e os contra-ataques.

Fabbro, meia argentino, é o condutor do Cerro. Um pouco indolente, às vezes até com certa preguiça para decidir o lance, ele tem muita técnica e ampla visão de jogo. Aliás, Fabbro está na mira do Palmeiras.

Outro que o Palmeiras quer é Martinuccio, meia, quase um atacante, do Peñarol, que também carimbou sua vaga nas semifinais da Libertadores ao ser derrotado pela Universidad Catolica por 2 a 1, nesta quarta à noite, em Santiago. Martinuccio é atrevido, criativo e de muita velocidade. Raciocínio rápido, tem mais vivência no jogo que Fabbro, do Cerro.

O Peñarol vai medir forças com o Velez Sarsfield, da Argentina. Se o curso do rio não sofrer uma mudança fora da natureza, a final da Libertadores ficará entre Santos e Velez.

Para a história seria mais interessante a briga do título ser decidida entre Santos e Peñarol, uma volta ao passado desta competição sul-americana tão maltratada, tensa e, às vezes, sangrenta.

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