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Santos fraco e São Paulo forte com Ganso

Luiz Prosperi

21 de setembro de 2012 | 12h36

O São Paulo deu uma tacada certeira ao contratar Paulo Henrique Ganso. Pensou grande. Agiu como devem agir os clubes de ponta do futebol brasileiro. Quando se perde um jogador do quilate de Lucas, a resposta tem de ser na mesma moeda. Lucas se despede no fim do ano e Ganso assume a batuta do time.

A negociação também deixa claro que os clubes hoje, mesmo com bom aporte financeiro como o São Paulo de cofres cheios com a venda de Lucas, não têm condições de bancar sozinhos a contratação de um grane craque. Para ter Ganso, o Tricolor teve generosa colaboração do Grupo DIS, um investidor de alta monta no futebol brasileiro.

Aliás a negociação quebra um paradigma de que o São Paulo não precisa de parceiros para reforçar o time. Por décadas a fio o clube se valeu da parceria com Juan Figer, um dos empresários mais fortes do Brasil, para montar seus esquadrões.

Do outro lado da negociação, o Santos saiu perdendo. O presidente Luis Alvaro não conseguiu segurar o melhor camisa 10 que apareceu no Brasil nos últimos dez anos. E se viu na obrigação de arrancar do jogador uma confissão de culpa pela saída da Vila Belmiro. Luis Alvaro nunca soube lidar com o caso Ganso e agora tem de arrumar desculpas pela transferência do craque ao rival São Paulo.

Do lado tático, Ney Franco vai ter um maestro. Ganso é um extraordinário jogador, um meia como poucos. Joga muito. Articula, cria e faz gols improváveis. É craque. Não é uma incerteza e sim uma certeza. O São Paulo fica mais forte que a concorrência.

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