São Paulo e Osorio não têm salvação
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

São Paulo e Osorio não têm salvação

Erros da diretoria em todas as decisões e invencionices do treinador afundam time

Luiz Prosperi

24 de agosto de 2015 | 18h30

Em situação difícil na Copa do Brasil e empacado no Brasileirão 2015, o São Paulo não deve sustentar Juan Carlos Osorio até o fim desta semana. O treinador colombiano só não cai se eliminar o Ceará nesta quarta-feira em Fortaleza e derrotar a Ponte Preta, sábado, no Morumbi.

Não são tarefas árduas. O problema é que o São Paulo perdeu o rumo. Está igual aquele sujeito no meio do incêndio que não encontra a porta de saída tamanha a densidade da fumaça.

Diretores enterraram a gestão do clube. Não há um centavo em caixa. Jogadores são vendidos a granel. Nomes de peso, como Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano, já queriam ter deixado o Morumbi não é de hoje.

osorio

E, para complicar, Osorio não tem a humildade de reconhecer o seu enorme equívoco na construção do time. Nem tanto pelos rodízios, mas pela confusão que meteu na cabeça dos jogadores que têm de cumprir de duas a três funções diferentes no mesmo jogo.

Se tivesse à mão um punhado de atletas versáteis, Osorio poderia até ousar. A encrenca é como transformar um grupo de atores comuns em sucesso de bilheteria. Não há talento, muito menos disposição para entender o sistema de jogo.

Michel Bastos, por exemplo, já foi meia, lateral-esquerdo, atacante e volante. Em algumas partidas, cumpriu até três dessas quatro funções. Nem o mais genial dos jogadores teria tanta sabedoria com a bola nos pés para atuar em três posições como Michel foi obrigado a executar sob a custódia de Osorio.

O treinador se acostumou a esses métodos no futebol colombiano. Imaginou que, por estar no país do futebol de ataque, poderia sobreviver com um time ofensivo sem o mínimo de organização lá atrás. A Colômbia até hoje não foi longe em nenhuma competição de peso porque vive do talento de alguns craques e sempre morre diante da irresponsabilidade defensiva.

Osorio não entendeu ainda essa lógica. É fraco. Não compreendeu como são duras as partidas no Brasileirão, seja com a turma da zona de rebaixamento, seja com os que estão lá em cima na tabela.

A culpa não é de Osorio, é da diretoria que pensou em revolucionar o futebol brasileiro no meio da batalha. Atirou o colombiano de paraquedas durante tiroteio intenso e se esqueceu de pedir o cessar fogo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: