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São Paulo, que tal Guardiola?

Bayern de Munique pode demitir treinador espanhol após crise com os médicos do clube

Luiz Prosperi

17 de abril de 2015 | 17h43

Atenção, São Paulo. Pep Guardiola pode cair no Bayern de Munique. Se o time alemão não passar às semifinais da Liga dos Campeões da Europa, o técnico mais estrelado do futebol internacional corre risco de ser demitido.

O presidente Carlos Miguel Aidar havia antecipado que gostaria de contar com um “nome experiente, de fama internacional, de conteúdo científico, que provocasse um impacto” para a vaga de Muricy. Então, que tal Guardiola?

Evidente que o técnico espanhol dificilmente aceitaria um convite para dirigir o São Paulo. E o clube brasileiro não dispõe de uma tonelada de euros para bancar a brincadeira.

O fato é que a crise entre Guardiola e Bayern esquenta a cada dia. A ebulição deve durar até esta terça-feira quando o time alemão recebe o Porto em Munique no jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões. Em casa, o time português venceu por 3 a 1. Para se classificar, o Bayern tem de vencer por pelo menos 2 a 0.

Garantindo a vaga, a harmonia entre Guardiola e o poderoso clube alemão tem tudo para voltar ao normal. Mas alguns estragos dificilmente serão reparados.

A crise começou quando todo o departamento médico do Bayern pediu demissão 24 horas após a derrota para o Porto. Müller-Wohlfarth, chefe da equipe médica do clube, anunciou a demissão. “Por razões inexplicáveis jogaram a responsabilidade da derrota na equipe médica”, disse Müller-Wohlfarth, que trabalha no clube há 38 anos.

A demissão do médico provocou um terremoto no clube e escancarou as desavenças entre Guardiola e Müller-Wohlfarth. O técnico discordava do trabalho do chefe do departamento médico que atendia os jogadores em sua clínica fora do clube. E, mais grave, a extensa lista de jogadores lesionados com longos períodos de recuperação.

“A situação é crítica, muito crítica”, disse Guardiola, referindo-se às baixas de Robben, Ribéry, Schweinsteiger, Javi Martínez, Alaba e, depois da derrota para o Porto, Götze. Quando Benatia saiu machucado no jogo contra o Porto, Guardiola se dirigiu ao banco de reservas e aplaudiu o médico com ironias.

Três dias depois, Guardiola disse: “A culpa não foi do médico, nem dos jogadores. A culpa foi minha.”

Atenção, São Paulo. O homem pode ir para a praça.

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