São Paulo se apequena e vira refém do seu passado de glórias
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São Paulo se apequena e vira refém do seu passado de glórias

Presidente trava uma batalha por semana com desafetos e não consegue dar um novo rumo ao clube

Luiz Prosperi

15 de setembro de 2015 | 22h00

A crise política e administrativa no São Paulo parece não ter fim. Desde que Carlos Miguel Aidar assumiu o comando do clube não há um santo dia sem tiroteios entre dirigentes e até contra cartolas de outros clubes.

Aidar já disse que o Palmeiras se apequenou no episódio envolvendo a transferência de Alan Kardec. Comeu banana durante a coletiva quando escorraçava o presidente Paulo Nobre. Os dois cortaram relações, pelo menos para o público externo.

Em outra batalha, Aidar se expôs contra Juvenal Juvêncio. As discussões entre os dois “antigos cardeais” beirou a intriga de botequim. Ficou difícil entender quem tinha razão e quem afundou mais o clube, atolado em uma dívida colossal.

Em meio à saraivada de balas, houve atraso de salários e direitos de imagem aos principais jogadores do grupo escalado para vestir a camisa do São Paulo no Brasileirão 2015, Copa do Brasil e Paulistão. Reclamações partiram do campo e atingiram o coração do clube. O time virou uma gangorra entre resultados bons e péssimos nas competições.

aidarbanana

 

Em seguida, se demorou uma eternidade para definir o sucessor de Muricy Ramalho, afastado por problemas de saúde. Quando Aidar optou por Juan Carlos Osorio se esperava paz pelo menos no âmbito esportivo. O presidente só não avisou ao treinador colombiano que precisava  fazer caixa vendendo jogadores. De uma tacada, negociou 8 atletas e deixou Osorio na mão.

Enquanto isso, nos intestinos do clube, mais tiroteio com comissões em contratos de patrocinadores e fornecedores de material esportivo. Comissão que teria sido paga à namorada de Aidar, uma confusão difícil de o torcedor entender.

O São Paulo mergulhava no subterrâneo do subterrâneo.

E, mais recente, a troca de flechas entre o empresário Abilio Diniz e Aidar com a nomeação de um executivo para CEO do clube e repentina demissão do profissional. Bate-boca por meio da imprensa. Seria patético se não fosse dramático.

O São Paulo perdeu a relevância na condução do seu destino. Caiu na vala comum dos que não conseguem se reerguer em nome de um passado de glórias.

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