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A dívida de Mano Menezes

Luiz Prosperi

15 de setembro de 2011 | 00h17

Aumenta a dívida de Mano Menezes com a Seleção Brasileira. A cada jogo, uma decepção. Contra a Argentina nesta quarta-feira, o tal Superclássico das Américas, não foi diferente. O empate sem gols foi a tradução perfeita da bolinha do Brasil contra um amontoado de argentinos.

O primeiro tempo foi de doer. A Seleção Brasileira não trocou mais que três passes. Ronaldinho só enfeitou e Neymar emplacou uma única boa jogada que Leandro Damião, o novo iluminado, mandou de canela na trave. A Argentina, na verdade um misto de Velez Sarsfield e Estudiantes, ficou mais com a bola. Teve lucidez. E por pouco não chegou ao gol em dois a três cruzamentos.

Aliás, é um tormento acompanhar a seleção de Mano Menezes. O jogo não flui. A sua mania de escalar volantes que não se conectam beira ao insuportável. Quando tem jogadores lá de fora para chamar, o treinador não consegue dar equilíbrio ao time. Quando tem de convocar os que atuam no Brasil, como nesta quarta-feira contra a Argentina, também não dá liga.

Mano, a cada jogo que passa, convence menos ainda. E a cada mau resultado, se escora nos comunicados oficiais da CBF de que está mantido no cargo. Assim fica difícil. Não se pode ter muita paciência com treinador da Seleção que não consegue por o time para jogar.

No segundo tempo diante da Argentina, Mano voltou com a mesma formação. Ralf, Paulinho e Renato Abreu na marcação. Não seria o caso de entrar com Lucas, do São Paulo, no lugar de Renato Abreu e recuar um pouco Ronaldinho para armar? Assim teríamos Lucas na direita, Damião centralizado e Neymar na esquerda. E que tal, mais tarde, também o menino Oscar no lugar de Ronaldinho na criação?

Então, aos 18 minutos, Mano trocou Renato Abreu por Oscar quando a Argentina tinha pelo domínio do jogo. A seleção se animou um pouco. E lá pelos 30 minutos resolveu dar um aperto nos vizinhos. Não fosse por uma “lambreta” de Leandro Damião em Canteros, e o jogo teria sido modorrento.

Assim não dá, Mano!

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