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Sem Neymar, Dunga não tem saída

Treinador perde seu principal jogador e não tem a quem recorrer para avançar na Copa América. Corre risco de ser eliminado pela Venezuela neste domingo

Luiz Prosperi

18 de junho de 2015 | 00h57

Neymar não é a solução nem o problema da seleção brasileira. Não se pode esperar tudo do craque. Tem jogo que ele não vai arrebentar, vai se perder como os mortais comuns. Craques, às vezes, não conseguem sustentar os feixes dos nervos alinhados. Diante da Colômbia pela Copa América, nesta quarta-feira, Neymar saiu do prumo. Levou com ele o bando de coadjuvantes adulados por Dunga.

Sem o dono do time, fica difícil resolver a equação. Mais difícil ainda quando se olha para o grupo e não se enxerga ninguém. Rostos na escuridão. Alguém se atreve a jogar uma ficha em Fred, Fernandinho, Willian, Douglas Costa, Firmino, isso mesmo, Firmino, Fabinho, Geferson, Casemiro? Ou nos veteranos Diego Tardelli, Robinho, Elias… gente cansada?

Pois é, todos esses jogadores sem nome estão a serviço do Brasil por obra e desejo de Dunga. São eles que vão ter de se virar sem Neymar, que pegou um gancho de dois jogos após levar cartões amarelos contra o Peru e Colômbia e a expulsão ridícula nesta quarta-feira.

É uma prova de fogo para Dunga, até então um navegante em águas calmas desde que reassumiu o comando da seleção no ano passado após o fracasso do Brasil na Copa do Mundo ano passado.

Como se virar sem o único craque do País? Boa pergunta. Agora o treinador vai ver como foram equivocadas as suas escolhas para esta Copa América.

De bom nessa história, se a seleção parar no meio do caminho, é o efeito que pode provocar na CBF, que tenta escapar a todo custo do escândalo de corrupção que contaminou a Fifa e todo o futebol. Dias difíceis.

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