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Sócio-torcedor: Palmeiras corre para passar o Inter

Luiz Prosperi

26 de janeiro de 2015 | 11h53

Sócio-torcedor é a boa notícia do futebol brasileiro neste início da temporada de 2015. Há uma disputa sadia, quase invisível, entre os fãs dos principais clubes do País para superar o rival em número de sócios. O assunto se espalha pelas redes sociais e assim que um clube sobe no ranking a marca é comemorada como se fosse um gol.

Neste sábado à tarde, por exemplo, o Twitter e o Facebook foram inundados com mensagens de palmeirenses felizes da vida quando o Palmeiras tomou o segundo lugar do Grêmio no número de sócios-torcedores: 81.700 a 80.500 (número atualizado nesta manhã de segunda-feira). O líder ainda é o Internacional, com 129.465.

A meta da torcida do Palmeiras, indicam o movimento nas redes sociais, é superar o Inter ainda neste primeiro semestre. Sobra euforia dos lados do Palestra. Quem comemora é o presidente do clube, Paulo Nobre. Defensor ferrenho dos planos de sócio-torcedor, o dirigente espera abocanhar R$ 24 milhões com as mensalidades dos integrantes do Avanti (programa do Palmeiras para sócios-torcedores). É um valor de patrocínio master da camisa – a Crefisa paga R$ 23 milhões/ano para estampar sua marca no uniforme do Alviverde.

Nobre tem certeza de que o Avanti vai alavancar ainda mais as finanças do clube e o efeito disso tudo é ter um time competitivo em campo. Segue mais ou menos a cartilha do Internacional, o campeão de sócios que desde a implantação do seu programa há mais de cinco anos tem colecionado títulos importantes em quase todas as temporadas.

O segredo do sócio-torcedor é que as despesas dos clubes com os programas são pequenas e os ganhos são extraordinários. Para um futebol que vive quase no deserto de ideias e beira a falência, esse dinheiro que vem das torcidas é quase uma benção, um milagre.

 

 

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