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STJD “concorda” com Sheik: a CBF é uma vergonha

Procuradores do tribunal do futebol não puniram o jogador do Botafogo por críticas à entidade.

Luiz Prosperi

30 Setembro 2014 | 12h54

O STJD absolveu Emerson Sheik pelas críticas que o jogador havia feito à CBF. Você se lembra o que disse o Sheik em frente às câmeras da TV que transmitia o jogo Botafogo x Bahia? “CBF, você é uma vergonha, vergonha, vergonha”, desabafou o jogador após sua expulsão.

Bom, se o STJD não puniu Sheik pelo petardo desferido na CBF é possível concluir que, no mínimo, os auditores e procuradores do STJD concordam com Sheik: “a CBF é uma vergonha”.

Vergonha ou não, cabem algumas reflexões a respeito do que a CBF fez após o catastrófico 7 a 1 da Alemanha. Vamos lá:

1) Demitiu Felipão e seus assessores e deu o comando da seleção a um empresário de jogadores e a Dunga, fracassado em 2010. O retrocesso do retrocesso.

2) Trocou o patrocínio da Wolksvagem na seleção pela GM, montadora parceira da Federação Paulista de Futebol capitaneada por Marco Polo Del Nero há mais de 15 anos. Del Nero é o próximo presidente da CBF.

3) Agendou amistosos da seleção brasileira no rico mercado dos Estados Unidos e vai levar o time nacional para mais dois jogos na China e Cingapura, novos mercados do futebol com dinheiro sobrando.

4) Não mudou o calendário do futebol de 2015, apenas encurtou algumas datas. E não atendeu às reivindicações do movimento Bom Senso F.C..

5) Criticou a arbitragem do Campeonato Brasileiro que ela, CBF, patrocina e, na tentativa de dar uma satisfação ao torcedor, criou a “Escolinha do Professor Correia (Sergio Correia, chefe da arbitragem brasileira)” para explicar aos jogadores e árbitros a regra da “mão na bola e bola na mão”.

6) Marin e Del Nero já adiantaram que o voto do Brasil na eleição da Fifa é do atual presidente Joseph Blatter, candidato a reeleição. Blatter está na Fifa desde 1994 quando foi eleito sucessor de João Havelange com apoio do próprio Havelange.

7) Concordou com sugestões da Globo para mudanças na gestão dos clubes. E propôs na Lei de Refinanciamento das Dívidas dos clubes com o governo que os dirigentes não sofram punições se não quitarem as dívidas.

8) Até essa terça-feira, dia 30/09, a cinco dias das eleições, a CBF não declarou apoio a nenhum candidato a presidente do Brasil.

Ah, um detalhe que havia esquecido: José Maria Marin, presidente da CBF, desafiou a Alemanha para uma REVANCHE. Já!