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Tite corre risco no Corinthians e Muricy se fortalece no São Paulo

Luiz Prosperi

16 de setembro de 2013 | 11h46

As voltas que a bola dá, com o perdão da redundância, mostram que no futebol tudo o que é sólido hoje desmancha-se no ar amanhã. Não faz tempo, Tite era absoluto no Corinthians e cotado até para ser o sucessor de Mano Menezes na seleção brasileira, nas palavras do manda-chuva da CBF, José Maria Marin.

Tite, hoje, não é nem sombra daquele comandante que fez do Corinthians um império. Basta ver a matemática do Campeonato Brasileiro. Nos últimos 12 pontos que seu time disputou, apenas um, unzinho, foi conquistado.

Tite já disse adeus ao título do Brasileirão de 2013 e agora pode também se despedir da luta por uma vaga ao G-4 que garante o bilhete de entrada na Libertadores. Usando suas próprias palavras, “jogou a toalha”.

Resta a Tite brigar na Copa do Brasil – enfrenta o Grêmio nas quartas de final e, provavelmente, o Inter nas semifinais – para garantir vaga na Libertadores de 2014.  E aí está o seu limite.

Se o Corinthians não conquistar a Copa do Brasil, Tite vai ser demitido ou vai pedir o boné. Dentro do clube, a Libertadores é prioridade única. Andrés Sanchez não admite inaugurar a Arena Corinthians, vulgo Itaquerão, sem o seu Corinthians na Libertadores no ano que vem.

Dias de fúria assombram o Parque São Jorge. A crise já estendeu seu manto escuro no clube.

Enquanto isso no Morumbi… Juvenal Juvêncio dá sinais de que fez a coisa certa, mesmo a passos de tartaruga. Emplacou Carlos Miguel Aidar como seu sucessor, com uma eleição que é quase uma barbada, e deu a Muricy Ramalho as rédeas do time.

Muricy deve salvar o São Paulo da degola sem grandes percalços e como bônus pode levar o time à Libertadores de 2014. Basta conquistar a famigerada Copa Sul-Americana, de fracos adversários e bem inferior ao nível técnico da Copa do Brasil.

Assim Muricy seria condecorado, de novo, como o messias do Morumbi. Aquele bruxo que livrou o São Paulo do inferno (rebaixamento à Série B) e lhe deu o céu (vaga na Libertadores) como uma benção.

As voltas que a bola dá.

PARA LEMBRAR (1)

PARA LEMBRAR (2)

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