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Tite é o mesmo de 2012

Luiz Prosperi

19 de fevereiro de 2015 | 12h44

Tite de 2015 é o mesmo de 2012, ano da sua consagração no Corinthians. Nem mesmo a temporada sabática de 2014, quando rodou o mundo atrás das novidades do futebol, provocou uma metamorfose no treinador. O seu conceito de time e de leitura de jogo não mudaram.

Não é difícil perceber que o Corinthians de hoje joga do jeitinho que jogava há três anos. Lembra da função do Paulinho, o volante e meia que chegava de surpresa para fazer os gols importantes e, muitas vezes, decisivos? Pois bem, Elias é o Paulinho. Vem de trás em sintonia com os meias para aparecer na zona de gol e fuzilar.

Na lição desta quarta-feira ao São Paulo, Elias fez tudo o que Paulinho costumava fazer em 2012. E deve continuar assim, até que os adversários entendam que ele é um jogador a ser anulado no esquema de Tite.

Outra engrenagem montada por Tite em 2012 que se repete agora é a marcação. Há três anos, Jorge Henrique marcava pelos lados, sempre em auxílio a um lateral. Mesma função exercida por Danilo. O papel deles em 2015 cabe a Emerson Sheik e Renato Augusto. Ainda no setor de criação, Jadson é o Douglas de outrora. E na frente, Guerrero tem a missão que era de Emerson Sheik.

Tite não mudou, apenas aprimorou a saída de jogo em busca do ataque com mais velocidade no toque de bola. E organizou um pouco mais a recomposição defensiva.

Seus times, no caso o Corinthians, vão continuar econômicos. A tática é espetar um gol logo de cara, recuar formando um muro intransponível e deixar a posse de bola para o adversário, sempre à espreita de um descuido de inimigo para dar a ferroada mortal.

Quem não entender essa lógica de Tite, não vai conseguir nada. Por isso, o Corinthians pode ir longe em 2015 como foi em 2012.

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