Tite tinha obrigação de ser campeão brasileiro
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Tite tinha obrigação de ser campeão brasileiro

Treinador do Corinthians não foi bem no Paulistão, Copa do Brasil e Libertadores e seus concorrentes ficaram no meio do caminho

Luiz Prosperi

03 Novembro 2015 | 11h49

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Tite tinha obrigação de conquistar o Brasileirão 2015 para provar que é hoje o melhor técnico do País. Um eventual fracasso no campeonato nacional derrubaria seu projeto de ser o sucessor natural de Dunga antes mesmo da Copa do Mundo de 2018. Tite tinha poucos concorrentes pela frente, Marcelo Oliveira, hoje no Palmeiras, seria a maior sombra.

E por que Tite precisava do título brasileiro nesta temporada? Simples: se não fosse campeão neste ano com o Corinthians poderia ser taxado de fracassado. Pesava contra o treinador as quedas no Campeonato Paulista, Copa Libertadores e Copa do Brasil. Quedas, é bom lembrar, dentro do Itaquerão.

No Paulistão 2015, Tite foi derrotado por Oswaldo de Oliveira na arena corintiana com a classificação do Palmeiras à final do Estadual na disputa por pênaltis.

Cair em casa no chamado “Paulistinha” não abalou Tite. Sua resposta seria dada na Libertadores, essa sim uma obsessão do treinador e clube para repetir a façanha de 2012 quando o Corinthians ganhou tudo com Tite no comando.

Depois de uma campanha memorável na primeira fase, quando analistas apressados pediam o time na Champions League, o Corinthians foi eliminado pelo Guarani do Paraguai nas oitavas de final da Libertadores.

Bom lembrar que a queda se deu no Itaquerão lotado e, até o apito final, poucos corintianos conheciam o tinham ouvido falar desse tal Guarani paraguaio e o nome do seu treinador.

Tite, apesar do fracasso, sobreviveu. Tinha pela frente a Copa do Brasil, que poderia garantir vaga na Libertadores de 2016 e o Brasileirão para consolidar sua fama de melhor treinador do País.

Após ser eliminado na Libertadores, o próximo passo seria a Copa do Brasil. Por direito, o time entrou direto nas oitavas de final. No sorteio da CBF, foi obrigado a enfrentar o Santos, de Dorival Júnior. E aí nova eliminação em casa. perdeu a primeira partida por 2 a 0 na Vila e, no jogo da volta no Itaquerão, Tite desprezou o Santos e escalou um time misto. E acabou derrotado por 2 a 1.

Sem o Paulistinha, a Libertadores e a Copa do Brasil, restava o Brasileirão. Tite se agarrou à única boia de salvação e fez do Corinthians uma máquina de vitórias incontestáveis, apesar de algumas lambanças da arbitragem em jogos decisivos ao longo do campeonato. Tite subiu ao pedestal.

Sua sombra, Marcelo Oliveira, sumiu. Por direito o posto de melhor técnico do Brasil nas duas últimas temporadas seria Marcelo Oliveira com o bicampeonato pelo Cruzeiro e três finais nos últimos quatro anos na Copa do Brasil. Acontece que Marcelo não encantou no Palmeiras e o Palmeiras até agora não mostrou bom futebol.

Como Marcelo Oliveira murchou, Abel Braga foi embora para o mundo árabe, Muricy Ramalho pediu licença médica, Felipão e Vanderlei foram taxados de ultrapassados, Cuca optou pela grana dos chineses e Mano Menezes deu um tempo para voltar na reta final no Cruzeiro, restou Levir Culpi a desafiar Tite.

Culpi não foi páreo. Tudo isso explica um pouco Tite como unanimidade nacional.