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Um novo Campeonato Paulista

Luiz Prosperi

07 de abril de 2013 | 20h58

Defensores dos campeonatos estaduais merecem respeito. Sempre é bom ver clássicos regionais, cheios de rivalidade, como o deste domingo entre Bahia e Vitória na inauguração da Arena Fone Nova em Salvador. Os baianos fizeram a festa com a nova casa do futebol, em especial os torcedores do Vitória que se deliciaram com os 5 a 1 que o time aplicou no rival.

Quando se tem jogo grande, como este Ba-Vi, vale a pena valorizar um estadual. Em contrapartida, quando se tem o atual Campeonato Paulista como exemplo, fica difícil defender a tese da importância de um torneio doméstico.

Na rodada deste domingo em São Paulo, três times gigantes entraram em campo. Os três com seus times para lá de reservas. E mesmo assim passaram sem problemas contra os pequenos.

O Corinthians, com direito a pênalti perdido, derrotou o São Bernardo por 2 a 0 no Pacaembu. O São Paulo, ainda sob os efeitos do quase nocaute na Libertadores, não encontrou resistência e fez 3 a 1 no Botafogo de Ribeirão Preto. E o revigorado Palmeiras, com seu time B, derrubou a Ponte Preta em Campinas, até então invicta no Paulistão.

Esses três resultados mostram a disparidade técnica entre os grandes e os pequenos em São Paulo. Tudo isso, sem falar na ultrapassada fórmula de disputa.

Não seria o caso de o Paulistão adotar outro sistema? Uma boa alternativa seria usar a Copa do Mundo como exemplo. Teríamos 32 times divididos em 8 grupos de 4, em 12 sedes espalhadas em todo o Estado. Classificariam-se dois times de cada grupo para as oitavas de final e partir daí o mata-mata até a final. Os 16 clubes fora das oitavas disputariam, em turno e returno em pontos corridos, a permanência na Primeira Divisão de São Paulo, caindo os quatro piores.

O Paulistão poderia ser resolvido em dois meses de disputa, entre meados de fevereiro e abril. Esta sugestão do blogueiro já foi passada há uns quatro anos ao comando da Federação Paulista de Futebol. Sem sucesso.

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