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Valdivia não tem culpa pelo fracasso do Palmeiras

O problema do Palmeiras é o planejamento mal feito. Assim como o do Corinthians, que gastou uma montanha de dinheiro e não investiu em atacantes

Luiz Prosperi

18 de agosto de 2014 | 18h56

Valdivia não tem culpa pela péssima campanha do Palmeiras no Brasileirão. Sem jogar desde 18 de maio, quando foi servir ao Chile, o meia só apareceu no clube há menos de10 dias após frustrada transferência ao futebol árabe. Portanto, nem deveria ser motivo de chacota como tem sido desde que tombou no gramado, aos 14 minutos do clássico deste domingo contra o São Paulo.

O chileno, na verdade, é mais um equívoco do atual comando do Palmeiras que, ao entupir o grupo de jogadores com estrangeiros, não vai poder usar todos os gringos.

No clássico, por exemplo, Gareca teve quatro argentinos e mais Valdivia – atingindo o limite de cinco estrangeiros por jogo. Assim, o treinador não teve como relacionar Mendieta para o banco, ou Victorino e Eguren, sem em forma os dois estivessem. O treinador tem 8 estrangeiros e só vai poder escalar cinco por jogo. Já fica com três opções a menos na hora de compor o banco.

Valdivia faz o que está ao seu alcance. E nada mais. Não é, nem vai ser o salvador da pátria.
O problema do Palmeiras é o planejamento mal feito. Assim como o do Corinthians, que gastou uma montanha de dinheiro e não investiu em atacantes de porte.

Mano Menezes, predileção pela retranca à parte, tem apenas Guerrero como titular absoluto. Romero, Luciano e Romarinho não têm estofo para assumir a condição de titular. Quebram o galho, medianos que são.

Sem bons atacantes, Mano se acovarda mesmo dentro de casa e deixa de agredir os adversários. Vai de 1 a 0 até quando for possível. Uma hora vai precisar de atacantes de peso e não vai encontrar, como neste sábado no empate (1 a 1) com o Bahia.

A diferença de Corinthians para o Palmeiras é que um está no alto da tabela por causa da boa estrutura defensiva e o outro está na rabeira sofrendo com a falta de qualidade em todos os setores do time.

Planejamento por planejamento, Palmeiras e Corinthians podem dar as mãos.

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