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Valdivia, o amado maldito, vai fazer falta ao Palmeiras

Transferência do meia chileno ao futebol árabe enfraquece time paulista no Brasileirão

Luiz Prosperi

25 de junho de 2015 | 18h48

Valdivia faz na seleção do Chile tudo que deveria fazer no Palmeiras. Com a camisa vermelha, é líder, esbanja talento e se entrega de corpo e alma. Suas atuações na Copa América dizem tudo. Sorte dos chilenos e azar dos palmeirenses.

A discussão, porém, não fica na questão de sorte e azar. Valdivia faz o que bem entende no Palmeiras porque ninguém no clube teve coragem de transformar o anárquico jogador em um profissional responsável. Dirigentes e comissões técnicas passaram cinco anos sem ação e agora vão chorar a perda do talento.

De malas prontas para o futebol árabe, o meia chileno vai deixar um vácuo no Palmeiras, que não teve habilidade para pelo menos segurar o jogador até o fim deste Campeonato Brasileiro. Bastava uma conversa séria por uma prorrogação do contrato até o fim do ano, por exemplo.

Paulo Nobre e Alexandre Mattos, responsáveis pelo futebol do clube, trataram a renovação do contrato do Mago com negligência, como se ele fosse mais um. Caíram do cavalo. Não levaram em consideração a enorme empatia que a torcida tem pelo chileno. E daqui para frente terão de fazer do time atual um campeão, sob pena de perderem a credibilidade perante aos palmeirenses.

Valdivia é daqueles jogadores que não têm escapatória no imaginário do torcedor: amado e maldito. Não há outro adjetivo.
Na questão técnica, quem perde é o Palmeiras. No grupo de 24 jogadores contratados por Mattos, nenhum deles têm a bola de Valdivia. Ele vai fazer falta neste Brasileirão que parecia promissor ao time paulista.

Um clube que não consegue tirar o chinelinho de um meia talentoso não tem muito o que reivindicar. Vai ser obrigado a se virar com os comuns. Enquanto isso, no Chile, Valdivia continua fundamental para a seleção e, espalha a imprensa andina, e um líder do grupo dentro e fora de campo.

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