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Valdivia, o problema

Luiz Prosperi

08 de setembro de 2011 | 17h53

Arnaldo Tirone desistiu de vender Valdivia no início da tarde desta quinta-feira. Teria recusado pouco mais de R$ 15 milhões do Al Sadd, do Catar. O presidente entende que a saída do chileno enfraqueceria ainda mais o time de Felipão. Ele não leva em conta alto custo de Valdivia aos cofres do clube. Por isso pensou primeiro na parte técnica e também na enorme pressão que vem das arquibancadas em fúria.

Tirone não está errado, apesar de aumentar a sua coleção de desafetos dentro do Palmeiras que pedem pela saída do Mago. A boa vontade do presidente, porém, não resolve os problemas de Felipão. Das 17 rodadas que restam neste segundo turno do Brasileirão, Valdivia deve disputar 8 jogos, se tanto. O treinador vai ter de se virar para tocar o time sem o meia chileno.

Tirone foi mais longe. Deu 30% de aumento de salários ao Mago. Assim acalmou a fera e a torcida. Dívida? O presidente do Palmeiras, parece, está seguindo a linha de seus pares de outros clubes. O Corinthians, por exemplo, deve na praça mais de R$ 100 milhões, mas gasta os tufos em contratações.

Este episódio mostra que Tirone estava preocupado com o enfraquecimento do seu time diante dos concorrentes. O São Paulo se sustenta com um bom elenco e ainda tem Luis Fabiano para a reta decisiva do campeonato. O Corinthians tem Adriano, que está quase no ponto para voltar. O Santos conta com Neymar, Borges e um punhado de bons jogadores…

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