Veja as diferenças de Corinthians e Atlético
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Veja as diferenças de Corinthians e Atlético

Líder do Brasileirão 2015 é frio e calculista e vice é mais emoção do que razão

Luiz Prosperi

18 de outubro de 2015 | 21h42

corin

Corinthians e Atlético-MG não têm quase nada em comum. O único elo entre eles, se é que existe, está na força dos números dos dois ataques. Com 57 gols, o time paulista é o mais positivo do campeonato. Cm 54, o time mineiro está ali no calcanhar do líder – depois aparecem Palmeiras, 53, e Santos, 52.

Tirando a eficiência de seus setores ofensivos, os dois ponteiros do Brasileirão caminham por linhas paralelas. Não há o menor sinal de convergência das duas retas ao final do campeonato.

Veja como funciona a máquina corintiana:

Seu segredo está na trama entre o volante Ralf, perdigueiro a proteger seu quintal, e na mobilidade de Elias, Renato Augusto e Jadson. Os três jogam em sintonia perfeita, arremetem ao ataque em triangulações rápidas e recompõem a casa com um muro quase intransponível se juntando a Ralf.

Os laterais, no caso os dois reservas (Edílson e Arana) jogam mais preocupados em defender do que atacar. São duros na queda e protetores dos zagueiros Felipe e Gil pelos flancos da defesa. Aliás, os quatro defensores são tão rápidos como os meias na hora de dar o bote no adversário. E ainda contam com a personalidade e defesas de Cássio.

No ataque, a constante movimentação de Malcom e Vagner Love tem feito a diferença. Se Love tivesse feito a metade dos gols que perdeu, talvez a diferença de pontos para o Atlético superaria a casa dos dois dígitos.

O Corinthians é frio e calculista. Não se intimida fora de casa e não perde pontos bobos para quem está muito lá embaixo na tabela. Tite é pragmático, detalhista.

Veja agora como funciona a engrenagem do Atlético-MG:

Os meias são agudos na hora de atacar e quase irresponsáveis na hora de recompor na marcação. Giovanni Augusto carrega muito a bola e não costuma ser solidário como Renato Augusto é no Corinthians. Ele trabalha quase que solitário porque Thiago Ribeiro no setor esquerdo e Luan no direito não são de armar, são alucinados para atacar e não param nunca.

No ataque, diferente de Love e Malcom, o Atlético-MG joga tudo nas costas de Lucas Pratto, finalizador por excelência e de pouca mobilidade.

Os laterais atleticanos (Marcos Rocha e Douglas Santos) também são atrevidos na hora de descer e marcam com alguma deficiência. Não por acaso são explorados pelos adversários. A zaga com Jemerson e Renato Silva não fica muito longe de Felipe e Gil. E Victor não é pior que Cássio.

O Atlético tem sangue quente e não mede o adversário. Vai para frente e costuma desperdiçar pontos em casa diante de adversários modestos. Levir é fiel ao ataque, emotivo.

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