Livro mostra como o MMA se transformou em fenômeno mundial

fabiolopes

24 de julho de 2012 | 12h43

É injustiça comparar no Brasil qualquer esporte que seja com o futebol. Afinal, em território tupiniquim, quem não conhece ao menos os nomes dos times e de ídolos como Pelé e Zico? Entretanto, o MMA cada vez mais se populariza, conquistando espaço em noticiários e fazendo até mesmo pessoas como a minha mãe, sem nenhuma admiração por lutas, reconhecer e citar com facilidade nomes como Anderson Silva, Rogério Minotauro, Vitor Belfort e por aí vai.

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Mas como a história se desenvolveu ao ponto de lutadores serem ovacionados nas ruas e até mesmo dançando em programa de televisão? Quem são os personagens que, seja pela honra, pelo desafio ou apenas pela adrenalina, construíram algo que hoje movimenta milhões e consegue atrair cada vez mais admiradores?

Essa e outras perguntas são respondidas com facilidade no livro Filho Teu Não Foge à Luta, da editora Intrínseca. De autoria do jornalista Felipe Awi, a obra traça uma linha do tempo perfeita, apresentando os personagens e os fatos desse esporte tipicamente brasileiro, que cresceu nos anos 1950, teve sua retomada na década de 1980, passou por um período até mesmo marginal e, do amadorismo ao profissionalismo, mudou de vale-tudo para mixed marcial arts (MMA), agradando ou não com seu novo formato e regras os seus idealizadores.

Escrito por uma pessoa que confessa nunca ter vestido um kimono, o livro apresenta de forma imparcial e saborosa as histórias e seus protagonistas, relatando os dois lados da moeda, dando voz para os vencedores e perdedores contarem suas versões dos fatos, facilitando assim os leitores tirarem suas próprias conclusões.

A obra cativa e ensina quem começa a conhecer agora esse esporte e também surpreende pessoas como eu, apaixonadas por lutas, que acompanham e pesquisam há anos as origens do MMA, deixando claro que para os guerreiros que entram no octógono a dor é apenas a fraqueza deixando o corpo.

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