Vitor não pode ser subestimado por Jones no UFC

fabiolopes

20 de setembro de 2012 | 11h31

Após a recusa de Jon Jones de aceitar a luta contra Chael Sonnen, o adiamento de um evento do UFC por conta disso, a euforia de ver Vitor Belfort aceitar o desafio mesmo em uma categoria de peso superior e todo o treinamento envolvendo a disputa do cinturão, chegou a hora de avaliar as chances do brasileiro neste combate.

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Vitor Belfort encontra em suas mãos grandes armas – Divulgação

O combate acontece neste sábado (22/09), em Toronto, no Canadá. Nas bolsas de apostas, Vitor é o azarão. Mas aqui o grande jargão de que em uma luta da MMA tudo é possível se encaixa com perfeição.

Os lutadores já estão na cidade. Vitor chegou batendo o peso da categoria, até 93 quilos. Jones ainda não, mas falta pouco. Não acredito que esse fator fará qualquer diferença no confronto, trazendo alguma vantagem por conta de dificuldades com a balança.

Além de ter passado por todos os seus adversários, muitos até com muita facilidade, o americano passa por um bom momento na carreira, tem maior envergadura, os braços mais longos do UFC, trocação qualificada, ótimas quedas, cotoveladas devastadoras principalmente no ground and pound e também sabe finalizar.

Ao ver dessa forma, Jones pode parecer imbatível. Mas é possível sim apostar em um grande combate e também na vitória do brasileiro.

Há muitos anos no MMA, não foi sem qualificações que Vitor recebeu o apelido de Fenômeno. Por isso, acredito que o brasileiro pode estar sendo subestimado por muitos, já que possui experiência, vivenciou todos os tipos de situação dentro de um octógono e aparenta estar motivado ao extremo para conseguir mais um cinturão.

Apesar da envergadura menor, Vitor encontra em seu boxe uma importante arma contra Jones. Com as mãos consideradas mais rápidas e perigosas do MMA, o brasileiro deve achar a distância para golpear com potência e velocidade.

Acho difícil Vitor ser surpreendido em pé mais uma vez como aconteceu na luta contra Anderson Silva. E acredito que ele viu que a estratégia de entrar e sair com agilidade do raio de ação de Jones utilizada por Lyoto Machida pode ser um caminho.

Mas e se a luta for para o chão? Aí, as cotoveladas assustam, já que o americano costuma ser implacável com seus adversários, castigando até conseguir o nocaute ou encontrar um espaço para a finalização.

Mesmo assim, nunca podemos subestimar as qualidades de um faixa-preta de jiu-jitsu formado por Carlson Gracie, como é o caso de Vitor. No chão, o Fenômeno encontra a sua segunda casa dentro do octógono, com um bom repertório capaz de escapar de situações desfavoráveis.

Em sua carreira, o fator psicológico sempre foi um adversário para Vitor, que já passou por ótimos e maus momentos. Porém, ele aparenta estar confortável e bem motivado para o combate.

Resumindo: o americano segue como o favorito para a defesa do título. Mas acredito que recusar lutar com Chael Sonnen acabou sendo um mau negócio para Jones, já que Vitor é muito mais perigoso e completo.

O Fenômeno tem boas chances de surpreender a todos e trazer mais um cinturão para o Brasil, afinal, filho teu não foge à luta. Com isso, o combate promete ser muito bom.  Agora, é esperar para ver. Já estou em contagem regressiva.

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