Rali Dacar no Brasil?

Ricardo Ribeiro

16 de janeiro de 2015 | 20h23

A organização do Rali Dacar afirmou nesta sexta-feira que o Brasil pode fazer parte do roteiro da competição nas próximas edições, o que seria um fato inédito.

A informação foi divulgada no início da noite desta sexta-feira por Etienne Lavigne, diretor geral do Dacar, durante entrevista coletiva no acampamento do evento montado na cidade de Rosário. A edição 2015 terminará amanhã em Buenos Aires, depois de 14 dias de muita velocidade e grandes emoções pela Argentina, Chile e Bolívia.

Lavigne disse ainda que os estados do Sul do Brasil seriam os mais cotados para ter o maior rali do mundo. Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia e Peru também estão no páreo.

Receber um evento do porte do Dacar pode movimentar muito a economia de um país em curto e médio prazos, principalmente quando o assunto é turismo. Uma das armas do rali é a grande capacidade de produção de TV. Óbvio que as disputas entre carros, motos, caminhões e quadriciclos são mostradas em imagens de tirar o fôlego, mas as transmissões também privilegiam as belezas naturais, costumes e culturas de cada local visitado.

Imagine o impacto positivo provocado pela exibição das belas imagens das Cataratas do Iguaçu ou das lindas praias de Santa Catarina para mais de 190 países. Calcula-se que a audiência das mídias que fazem a cobertura da prova atinja mais de um bilhão de telespectadores ao redor do planeta.

Sem contar o setor de serviços, como hotéis, agências de viagem, táxi, transfers, bares e restaurantes, que faturariam alto com os visitantes.

Um Dacar no Brasil também pode movimentar a indústria do setor automobilístico. Afinal, é uma ótima oportunidade para fazer ativação de marketing para marcas de carros, motos, caminhões, quadriciclos, pneus, acessórios e também petrolíferas. Ou seja, tudo que esteja relacionado a qualquer tipo de veículo.

Aqui nos acampamentos do rali 2015 há uma série de ações promocionais para convidados vips, desde marcas de bebidas, refrigerantes e energéticos, como a Red Bull, que promoveu um churrasco dias desses, até espaços personalizados do país visitado. Ali são apresentados comidas e bebidas típicas, música, dança e folclore. E têm muitas câmeras filmando cada detalhe para mostrar ao mundo.

Mas tirando o “negócio” gerado por um evento de grande porte, onde todos ganham, é o fato de que muitos pilotos brasileiros devem se animar para correr a prova. Afinal, quem não gostaria de disputar o Dacar no próprio quintal de casa?

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