‘Ambientalistas colocaram um Muro de Berlim entre as pessoas e a floresta’, diz líder ruralista no Senado

gabrielacupani

18 de junho de 2012 | 15h31

Bruno Deiro, do Rio

Na apresentação do documento de posicionamento do setor agropecuário para a Rio +20, a senadora Kátia Abreu
criticou nesta segunda-feira, 18, o rigor da atuação de ambientalistas no País e afirmou que a presença dos produtores
rurais na conferência mundial ajuda a popularizar a discussão.

“Alguns ambientalistas colocaram um Muro de Berlim entre as pessoas e a floresta. Nós estamos aqui derrubando este muro e aproximando as pessoas das florestas e dos biomas. Pela primeira vez estamos aqui (na conferência mundial), pois há 20 anos nem sequer visitamos a Eco-92”, afirma a líder da bancada ruralista no Senado.

Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ela reafirmou a intenção da entidade de
lançar o índice global de desenvolvimento sustentável e de um fundo para a difusão de tecnologias para
produtores rurais. “Planejamos lançar o índice posteriormente à Rio + 20. Queremos que, a exemplo do IDH, sejam avaliados componentes ambientais e socias”, afirmou Kátia Abreu, que evitou falar em uma agenda específica. “Estamos participando da conferência, mas as decisões são tomadas pelos chefes de Estado. São eles quem implementam este calendário.”

A senadora voltou a defender também a criação de áreas de preservação permanente (APPs) mundiais. Segundo ela, no entanto, o Fundo de Desenvolvimento Sustentável de 30 bilhões de dólares para fomentar a economia verde, que ficou de fora do rascunho do documento final da Rio+20, seria insuficiente. “O desenvolvimento sustentável tem custos muito altos e precisamos colocar uma coisa mais ampla do que apenas plantar árvores. E não adianta fazermos apenas no nosso País, se isso não for adotado no exterior. As normas brasileiras são rígidas e precisam ser testadas fora.”

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