Brasil reduziu 25% do seu capital natural desde 1990

João Coscelli

17 de junho de 2012 | 14h59

Pnuma propõe novo indicador para medir riqueza e desenvolvimento de países

Simone Iwasso – O Estado de S. Paulo

Em ranking baseado num novo cálculo que associa riqueza dos países com uso dos recursos naturais divulgado neste domingo, 17, pelo Pnuma, braço ambiental da ONU, o Brasil ficou em quarto lugar, empatado com Índia, Japão e Reino Unido e na frente dos Estados Unidos. A China foi a primeira colocada, seguida da Alemanha.

O resultado, porém, não indica um cenário otimista – China, Estados Unidos, África do Sul e Brasil aparecem como tendo esgotado significativamente seu capital base natural – a soma de um conjunto de recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis fósseis, florestas e pesca.

A proposta, batizada de Índice de Riqueza Inclusiva (IRI) busca integrar aspectos sociais e ambientais ao desempenho econômico das nações, se apresentando como um indicador mais completo do que o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medidas usadas para mostrar riqueza e desenvolvimento dos países. O indicador foi apresentado na Rio+20.

O relatório observou as mudanças na riqueza inclusiva em 20 países, que juntos representam quase três quartos do PIB mundial, de 1990 a 2008. Durante o período avaliado, os recursos naturais per capita diminuíram em 33% na África do Sul, 25% no Brasil, 20% nos Estados Unidos e 17% na China. Das 20 nações pesquisadas, somente o Japão não sofreu diminuição do capital natural, devido a um aumento da cobertura florestal.

“Rio+20 é uma oportunidade para abandonar o Produto Interno Bruto como medida de prosperidade no século 21 e como barômetro de uma transição para uma Economia Verde inclusiva, não serve para medir o bem-estar humano, ou seja, as muitas questões sociais e a situação dos recursos naturais de uma nação”, disse o subsecretário geral e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O IRI faz parte de uma gama de substitutos potenciais que líderes mundiais podem levar em conta como forma de dar mais precisão à avaliação da geração de riqueza para concretizar o desenvolvimento sustentável e erradicar a pobreza”, acrescentou

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