Dilma pedirá soluções de longo prazo para problemas atuais

João Coscelli

20 de junho de 2012 | 14h33

Tânia Monteiro – O Estado de S. Paulo

No discurso que irá proferir na tarde desta quarta-feira, 20, na abertura protocolar da Rio+20, no Riocentro, a presidente Dilma Rousseff vai destacar a necessidade de planejamento de longo prazo e da união de esforços para que se possa assegurar um planeta mais sustentável.

Na avaliação da presidente Dilma, as crises têm tirado a capacidade de planejamentos de longo prazo dos governos, já que todos acabam obrigados a tentar resolver os problemas imediatos, deixando o futuro de lado.

Em sua fala, Dilma vai aproveitar para comemorar os avanços obtidos com o texto, considerado o possível. Ao destacar estes avanços no texto, a presidente ela pretende repetir o seu discurso de que o desenvolvimento sustentável se faz por meio da erradição da miséria e da inclusão social. A ideia da presidente em sua fala na abertura oficial do encontro é usar um tom conciliador, com objetivo de acabar com as polêmicas que prevaleceram durante a elaboração do documento final, sugerindo que seria impossível se chegar a um acordo em relação aos principais temas. Por isso a presidenta pretende falar em consenso possível e ressaltar que ele representa um avanço e uma vitória para o grupo.

Dilma, que chegou ao Brasil, na madrugada desta quarta-feira, proveniente do México, onde participou da reunião do G-20, demonstrou grande cansaço com a viagem, mas fez questão de participar da cerimônia de abertura oficial da Rio +20, no Riocentro, na manha de hoje, quando foi eleita para presidir a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Depois de fazer um breve discurso aos representantes da reunião, agradecendo a sua eleição, quando disse estar certa de que a Rio+20 atingirá seus objetivos, a presidente Dilma voltou para o hotel Windsor, onde está hospedada.

Agenda

Às 13 horas, a presidente brasileira tem um almoço com o presidente da República da França, Françoise Hollande. Mas Hollande não será o único presidente a ter reunião bilateral com ela. Após a fotografia oficial do encontro e a cerimônia de abertura protocolar do encontro, a presidente Dilma terá mais duas bilaterais: com o presidente do Senegal, Macky Sall e com o da Nigéria, Goodluck Jonathan, ambas em seu gabinete, no Riocentro.

Com estes encontros com os africanos, que inclusive participarão de um jantar com Dilma e o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva amanhã e os representantes dos países africanos, ela quer sinalizar que o governo continua atento às necessidades daquela região e que pretende continuar com a proximidade iniciada por Lula.

Quase 60 países pediram para realizar reuniões bilaterais com Dilma. Mas, como não há tempo hábil, a presidente vai se reunir com pouco menos de dez deles. Ainda entrará na agenda El Salvador e Turquia. Não há previsão de a presidente Dilma se encontrar reservadamente com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que chegou ao Rio na terça-feira, sob forte esquema de segurança.

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