Foro Soria 21 defende na Rio+20 que empresas liderem sustentabilidade

gabrielacupani

21 de junho de 2012 | 19h57

Efe

O Foro Soria 21 de Desenvolvimento Sustentável defendeu nesta quinta-feira, 21, na Rio+20 a liderança do mundo corporativo nas questões ambientais.

O presidente da organização, Amalio Marichalar, disse à Agência Efe que a sociedade civil “está à frente” dos governantes, e que as empresas “estão assumindo as tarefas de sustentabilidade”.

“O mundo corporativo tomou o controle da sustentabilidade. Se não fosse por isso, continuaríamos discutindo questões teóricas”, afirmou Marichalar, que nesta semana representou o Fórum de Soria 21 em vários debates da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Marichalar disse que a Rio+20 ofereceu um aspecto positivo: “o esforço” das cidades e do setor privado de apresentar “propostas imaginativas e inovadoras” para enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável.

“Já prevíamos antecipadamente luzes e sombras (na Rio+20). Parece que o pessimismo inicial está dando lugar a um sentimento mais otimista, mas tudo o que for positivo no documento final terá que ser aprofundado”, declarou.

Na Rio+20, o Foro Soria 21 propos a criação de duas agências da ONU, uma dedicada à água e outra ao desenvolvimento sustentável. Além disso, a organização sugeriu “um novo paradigma de desenvolvimento” que permita aproveitar a oportunidade de transformar a crise em um fator para “reinventar” a economia e o tratamento ao meio ambiente.

Por fim, Marichalar pediu a incorporação do conceito de cultura como quarto pilar da sustentabilidade, que se somaria ao ambiental, ao econômico e ao social. Ele disse que o Foro Soria 21 vai realizar um encontro de cidades e desenvolvimento sustentável entre janeiro e fevereiro na cidade do Porto (Portugal), com o qual pretende “desfazer a atonia” da Rio+20.

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