Gilberto Carvalho diz que documento final ainda pode ser alterado

gabrielacupani

19 de junho de 2012 | 19h10

Tânia Monteiro, enviada especial ao Rio

Rio – Na contramão dos demais integrantes do governo, o ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, afirmou que o texto apresentado nesta terça-feira “não é o texto definitivo” e “muita água ainda vai rolar” com a chegada e a discussão entre os chefes de Estado. “Só quero lembrar que é uma tradição que os chefes de Estado não venham aqui só para assinar. Eles vêm para dar continuidade e retomar esta discussão. Então, é evidente que pode haver, como já citei o caso da conferência de Copenhague, que podem haver sim mudanças a partir do que foi apresentado. Este é um subsídio básico importantíssimo porque foi discutido por delegados, mas que segue com a sua discussão. O que vai acontecer nos próximos três dias aqui não é simplesmente um ritual de passagem dos dirigentes, mas sim um processo de debate”, avisou.

Em entrevista no Riocentro, ao falar sobre as discussões envolvendo os movimentos sociais, Gilberto Carvalho disse que não estava participando das negociações sobre o documento a ser apresentado aos chefes de Estado, mas lembrou que os chefes de Estado, quando chegam para a reunião, ainda podem discutir o que foi apreciado pelas delegações e propor modificações. “Por isso, achamos que muita coisa ainda vai acontecer porque há uma dinâmica importante na qual nós apostamos aqui no Riocentro a partir de amanhã cedo”, afirmou ele reiterando que o texto apresentado é um “texto base” e haverá muita discussão dele. “E penso que as críticas são até importantes para contribuir com este debate”, emendou.

O ministro não quis apontar o que poderia ser ainda alterado no texto ou quis falar sobre retrocessos. Ele reconheceu que foi “um grande alívio” se ter chegado a um texto final. Mas ressaltou que, a partir daí, pode-se seguir trabalhando para avançar ainda mais.

Gilberto Carvalho destacou a importância dos movimentos sociais para contribuir na discussão do documento final, embora reconheça que as suas críticas e sugestões poderão não ser integrado ao texto. “Esperamos que o documento seja o melhor possível, o mais avançado e que arranque o maior numero de compromissos buscando as prioridades”, completou o ministro.

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