Greenpeace cobra esforços em prol do transporte coletivo

João Coscelli

16 de junho de 2012 | 17h12

Glauber Gonçalves – Agência Estado

Um debate sobre infraestrutura e sustentabilidade opôs representantes da indústria, de um lado, e autoridades ambientais e ambientalistas de outro neste sábado, 16, no Forte de Copacabana, durante o Humanidade 2012, evento paralelo à Rio+20. No evento, a presidente do conselho do Greenpeace, Ana Toni, cobrou que a indústria do aço direcione sua produção para o desenvolvimento do transporte coletivo em detrimento do individual.

Em resposta, Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores produtoras do insumo do País, e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que essa é uma questão que depende mais de políticas públicas. A declaração foi rebatida pela ambientalista. “Da forma que você coloca, parece que as empresas não têm poder de escolha”, disse.

A postura foi contestada também pela a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro, Marilene Ramos. Ela criticou a posição de empresários da indústria favoráveis às políticas do governo de incentivo á compra de automóveis. “Certamente, a Fiesp e a Firjan (federações da indústria de São Paulo e do Rio) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), estiveram lá (em Brasília) para discutir as saídas para a crise e apoiaram esse tipo de medida”, declarou.

Marilene acrescentou que as empresas têm condições de influenciar na formulação de políticas nacionais em prol da sustentabilidade e afirmou que deveriam agir nesse sentido. “Uma postura arrojada do setor empresarial pode ajudar muito”, cobrou. Após o evento, Steinbruch atenuou o discurso e afirmou que a indústria vai se envolver no debate sobre a priorização do transporte coletivo no País.

“Temos que conversar, ver o que precisa e levar de forma conjunta para o Estado para que priorize essa política. A política de transporte público é do Estado. Não temos como assumir isso, mas de certa forma temos como induzir”, declarou.

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