Indígenas de vários países entregam suas reivindicações à Rio+20

gabrielacupani

21 de junho de 2012 | 17h07

Efe

Centenas de índios de diferentes partes do mundo entregaram nesta quinta-feira, 21, um documento que reúne suas exigências sobre conservação da natureza a representantes da ONU na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.

Representantes de povos nativos de Brasil, Equador, Paraguai, Bolívia, Canadá, Filipinas e outros países chegaram até o cordão de segurança que protege os chefes de Estado e de governo que estão reunidos na cúpula.

Os índios estavam vestidos com cocares, arcos, flechas e um grande cartaz onde pediam a devolução imediata de suas terras e territórios.

Os manifestantes se aproximaram da barreira formada por dezenas de policiais e militares onde se encontraram com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, a quem entregaram o documento que contém as reivindicações.

Alguns porta-vozes dos indígenas ultrapassaram o cordão policial com a permissão pertinente para entregar o texto diretamente às Nações Unidas.

No protesto também se encontravam delegados e diplomatas das Nações Unidas que estavam lá para mediar entre as forças de segurança e os participantes da manifestação.

Moya Nomenga, um representante de uma tribo do Equador, afirmou à Agência Efe que pediram o fim das atividades petrolíferas em seu país no texto entregue à ONU.

Os índios vinham da chamada aldeia Kari-Oca, instalada por eles mesmos em Jacarepaguá, a cerca de cinco quilômetros do Riocentro, onde acontece a Rio+20.

Neste local, nativos e ativistas estiveram pactuando até hoje o texto que entregaram às Nações Unidas.

Mario Santos, ativista indígena, disse à Efe que escreveram um documento único em defesa da “mãe terra que é a que dá vida”.

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