Países discordam sobre formas de implementar desenvolvimento sustentável

gabrielacupani

14 de junho de 2012 | 16h40

Giovana Girardi, enviada especial ao Rio

No segundo dia da fase final de negociações preparatórias, o embaixador Luiz Figueiredo Machado, chefe das negociações na Rio+20, disse que os meios de implementação do desenvolvimento sustentável “seguem como ponto importante de divergência e requerem um esforço de negociação mais intenso”. Dessa área, explica, depende o resultado de outros pontos do texto. “Para toda recomendação de ação precisa ficar claro quais são os meios à disposição dos países, o que inclui financiamento, transferência de tecnologia, capacitação.”

Em coletiva à imprensa, Figueiredo diz que por enquanto estão em estágio mais avançado as discussões dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e de governança, em especial em relação à criação de um marco institucional para o desenvolvimento sustentável. Já sobre o futuro do Pnuma, ele afirmou que há consenso sobre seu fortalecimento, mas não sobre ele deve virar uma agência nova.

Caso as negociações não sejam concluídas amanhã, como previsto, o Brasil assume a presidência do processo para buscar pontos de convergência. Por ser o anfitrião, o País tem a prerrogativa de tentar alcançar um acordo com posições mais incisivas. Onde o consenso estiver mais difícil, é possível que o País sugira uma redação diferente em pontos específicos.

 

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