Países pobres se beneficiam da economia verde, mostra relatório

gabrielacupani

14 de junho de 2012 | 15h25

Fernando Dantas e Felipe Werneck, do Rio

Apesar de toda a suspeição das nações em desenvolvimento em relação ao conceito de economia verde nas discussões sobre o documento final da Rio+20, diversos países pobres já abraçaram o conceito e estão se beneficiando economicamente e reduzindo a pobreza – é o que tenta mostrar relatório lançado ontem no Riocentro pelo Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente (Pnuma).

As nações em desenvolvimento de maneira geral têm receio do conceito de economia verde porque acham que pode abrir a porta para o chamado “ecoprotecionismo”, como no caso em que normas ambientais rígidas impedem a exportação de países pobres (aos quais falta tecnologia e meios para cumpri-las) para os ricos. Este é um dos principais pontos polêmicos no debate sobre o texto do documento oficial da Rio +20, no qual o G77, grupo de países em desenvolvimento do qual participa o Brasil, busca restringir as implicações do endosso à economia verde.

A Unep, porém, parece empenhada em contestar essa visão. “Estão diminuindo aqueles que acham que economia verde é um tema controverso”, disse Nick Nuttall, porta-voz da entidade, acrescentando que os chefes de Estado africano são favoráveis ao conceito. Para ele, economia verde é “desenvolvimento sustentável, não um universo alternativo”.

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