Personagens usam arte e vestimentas para protestar

gabrielacupani

22 de junho de 2012 | 15h02

Daniella Gemignani, Natália Picanço e Pedro Corralles*, especial para o estadao.com.br

Na Cúpula dos Povos, não são apenas ONGs e movimentos que encontram meios de protestar. Alguns usam arte e vestimentas como maneira de demonstrar seus ideais a favor do meio ambiente. Esses artistas não se limitam apenas à Conferência. Todos passam suas mensagens no dia a dia entre ruas, escolas ou qualquer outro lugar onde há espaço para falarem sobre suas causas.

Mulher Bambu e Preto de Linha
Por meio do funk, o casal compõe letras educativas sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. A atriz Cláudia Lomeu, que representa a Mulher Bambu, e seu marido, o autor Preto de Linha, acreditam que esse tipo de música é uma forma de chamar a atenção dos jovens para os problemas atuais. A divulgação acontece, principalmente, pelo canal do YouTube e em eventos escolares. “As músicas são sobre conscientização e meio ambiente, pois as crianças de hoje em dia estão carentes de músicas com letras decentes e o funk é uma maneira de chamar a atenção delas,“  comenta a atriz.

Poeta
O ator Nélio Fernando utilizou a poesia para se expressar. Por meio de um “Cardápio de Poesias”, todas escolhidas em função de seus conteúdos sociais, ambientais e psicológicos, o ator as declama para os passantes da Cúpula dos Povos. “Em todos os poemas quero ressaltar as relações humanas,” diz o poeta.

Estátua Viva
Denis Ribeiro de Oliveira é o personagem há oito anos “O Moço da Floresta”, uma estátua que recolhe o papel jogado nas ruas e na floresta e o transforma em flores. “Represento a natureza aqui na Rio+20, e também a levo para as ruas, no meio da cidade, para lembrar às pessoas a importância do meio ambiente“, Denis comenta.

Homem Planta
José Geraldo da Silva encarna a Amazônia em suas roupas, que além de plantas, conta com brinquedos para completar sua vestimenta. Para ele, devemos proteger a floresta como se estivéssemos protegendo nossa própria vida.
“Estou querendo mostrar o meu carinho pela natureza, pois acredito que amá-la faz bem ao coração,” são palavras de José Geraldo.

Etiqueta Bioagradável
A personagem, também conhecida por “Clemetida Bioagradável”, protesta junto com o grupo IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), contra a ausência de etiquetas veiculares de eficiência energética. “Essas etiquetas estão presentes em geladeiras e ar condicionados, e os carros precisam ser etiquetados para mostrar o quanto gases poluentes emitem”, comenta. Assim, os consumidores poderiam escolher seus carros de maneira mais ecológica. “Clemetida” contracena com um homem vestido de carro que interpreta seu parceiro amoroso. A história é de um relacionamento complicado do casal, pois o veículo não quer se comprometer com a etiqueta.

 

*Alunos do curso de Jornalismo da ESPM-SP que participam da cobertura da Rio+20

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